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Terça-feira, 21 de Junho de 2016

Saindo da UE

Eu ainda não tinha escrito nenhuma palavra sobre este não-acontecimento, precisamente por não ser um acontecimento. É uma discussão artificialmente criada, com os argumentos de ambos os lados sendo falaciosos de igual forma. Uma farsa gigantesca apresentada com a pompa e circunstância de um casamento da realeza e igualmente vazio.

 

Apesar de tudo, sabendo quão indiferente é, já que o resultado está feito, eu irei votar pela saída da UE. E para além disso, tal como num recente referendo na Irlanda que correu "mal", se o nosso também for pelo caminho "errado" então o Estado irá repetir o processo até obter o resultado "certo".

Brexit

Cartoon de Luojie, China Daily, China

 

Já houve quem resumisse as variadas razões para sairmos, por isso deixo que sejam eles a explicar. Trago aqui uma citação dos dois únicos, sim dois, artigos que eu li sobre o assunto e que me fazem sentido como socialista:

De facto, a ala esquerda que apoia a permanência na UE terá dado ao poder estabelecido (em particular ao Tory - Partido Conservador) uma grande ajuda no apoio à UE, e apesar de Michael Chessum e Owen Jones irem choramingar sobre a necessidade que a UE tem de ser reformada e desafiada, usando as suas palavras, as forças parlamentares dominantes  irão simplesmente argumentar (e bem) que a maioria das forças políticas e um grande número de campanhas progressistas, de um variado conjunto de causas e sectores, deram um grande apoio a uma Grã-Bretanha membro da UE após o referendo. Alavancando-se nisso, Cameron e os meios de comunicação de direita serão facilmente capazes de abafar reformas mais radicais da UE e irão gabar-se de como o voto pela manutenção sustenta a sua posição e aumenta a sua autoridade. Com o mundo empresarial, os grandes meios de comunicação, as forças armadas, a City [centro financeiro] de Londres, o negócio das armas  e a maioria política da direita e do centro a votarem pela permanência, um voto na saída não é apenas um voto contra as forças neoliberais da troica: é também um voto contra as nossas próprias elites dominantes. — ‘Another Tamriel is Possible: Brexit Proposals vs Solutions [Um outro Tamriel é possível: Propostas e Soluções para a Brexit - saída britânica da UE]’ por Elliot Murphy

http://www.counterpunch.org/2016/06/07/another-tamriel-is-possible-brexit-proposals-vs-solutions/

Noutro local, uma voz menos macia deitou cá para fora as razões que subjazem às de cima:

Ao mesmo tempo que a União Europeia tenta “encurralar” refugiados na Turquia, devolvê-los à Líbia antes de chegarem a águas internacionais, luta também para controlar a Itália e a sua marinha que cometeu o imperdoável pecado, segundo a UE, de cumprir a lei marítima e insistir em resgatar pessoas em risco no mar, mesmo quando essas pessoas têm a pele mais escura e uma religião diferente da que a EU acha admissível; enquanto a União Europeia contorce e distorce a sua própria política para os refugiados, negando um porto seguro aos que fogem de bombas, milícias, exércitos, armas automáticas, ataques aéreos feitos, fornecidos e apoiados em parte, pelos mesmos países que pertencem à UE; a grande preocupação, aparentemente, para alguns socialistas no Reino Unido, é que a maioria das pessoas na Grã-Bretanha possam mesmo votar pela saída desta confederação de capitalistas; esta união de exploradores; este mercado comum engendrado para derrubar qualquer barreira à acumulação de capital. — ‘Little Ado About Something [Pouco se pode fazer]’ por S. Artesian

http://thewolfatthedoor.blogspot.co.uk/2016/06/little-ado-about-something.html

A chamada "esquerda pela permanência" parece toda sofrer do mesmo tipo de estranha ilusão sobre a sua capacidade de transformar a UE, mas isso é um sintoma da doença a que Lenine chamou de imperialismo social e que eu prefiro chamar directamente de oportunismo.

Quase tudo o que eu li sobre essas "esquerdas pela permanência" realtivamente a ficar na UE e unir as forças progressistas da UE e formar alguma estrutura de internacional de qualquer coisa, soa-me sempre a manias de grandeza! Tirando a Grécia (onde, mesmo no governo, a "esquerda" fez muita borrada e no final ainda capitulou perante as forças do Capital, desprezando nesse processo as pessoas que tinham votado neles!), o resto, especialmente aqui no Reino Unido, nem uma churrascada conseguiam organizar, quanto mais um movimento político internacional. E isto tudo, como assinala acima Elliot Murphy, sem explicar nada sobre como se atingiria esse nirvana da esquerda.

Penso que estas duas citações deixam bem claro por que irei infrutiferamente exercer o meu direito de voto no dia 23 de junho, na vã esperança de que um número suficiente de pessoas tenha juízo e diga à "União" Europeia QUE SE VÁ FODER! Bem, posso sonhar, não?

São bem-vindas as opiniões contrárias, desde que razoavelemente convincentes e claro, inteligentes.

 

 

Texto de William Bowles publicado em williambowles.info a 12 de Junho de 2016. Tradução de Alexandre Leite.

publicado por Alexandre Leite às 15:40
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