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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

Presidente Chávez anunciou que a Venezuela saldou a dívida ao Banco Mundial

Durante a última acção das comemorações do quinto aniversário da resposta cívico-militar que derrotou o golpe de estado de Abril de 2002 na Venezuela, que interrompeu por 47 horas o mandato do presidente venezuelano, Chávez afirmou que o seu país pagou na quinta-feira a última parte da dívida que tinha com o Banco Mundial.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou esta sexta-feira que a Venezuela saldou a dívida que tinha com o Banco Mundial.

“Ontem (quinta-feira) pagámos a última parte da dívida (…) ao Banco Mundial”, anunciou o presidente venezuelano, durante um actividade que decorreu perto do Palácio de Miraflores, em pleno centro de Caracas, para comemorar o dia 13 de Abril de 2002, data em que uma “revolução cívico-militar” restituiu a ordem constitucional na Venezuela, depois de um golpe de estado que o expulsou do poder durante 47 horas.

“Com este último pagamento (ao Banco Mundial), dessa dívida que em 1998 era de quase 3 mil milhões de dólares [cerca de 2,2 mil milhões de euros], posso-lhes dizer hoje que não temos nem um centavo de dívida, nem com o Fundo Monetário Internacional, nem com o Banco Mundial”, exclamou.

O chefe de estado venezuelano manifestou sentir-se “contente” com o cancelamento deste compromisso, depois de recordar que a Venezuela ajudou a “irmã República da Argentina” a pagar a sua dívida ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Eu sinto-me muito contente por a Venezuela ter ajudado a Argentina a libertar-se do Fundo Monetário Internacional. A Argentina já não deve nada ao FMI, graças, entre outras coisas, ao apoio da Venezuela”, afirmou.

“Convertemos pois a Venezuela, de um país endividado e amarrado que éramos, (…) num modesto mas importante país e centro financeiro de apoio a outros países e a outros povos”, acrescentou.

Nesta sexta-feira, 13 de Abril, Caracas foi cenário de acções populares e militares, encabeçadas pelo presidente Hugo Chávez, para celebrar o quinto aniversário da resposta cívico-militar que “afastou” o golpe de estado de Abril de 2002, que interrompeu por 47 horas o mandato do presidente venezuelano.

A comemoração realiza-se sob o lema “Todo o 11 tem o seu 13”, para recordar que o golpe de 11 de Abril de 2002 teve a sua resposta no dia 13 do mesmo mês, quando forças leais e milhares de seguidores do processo revolucionário que se vive na Venezuela, saíram dos populosos bairros de Caracas e propiciaram o regresso triunfal do presidente.

O acto, que se realizou nos arredores do Palácio de Miraflores, iniciou com o cantar do hino nacional venezuelano e contou com um grande assistência.

O chefe de estado venezuelano iniciou a sua alocução recordando as vítimas do golpe de estado ocorrido entre 11 e 13 de Abril de 2002, aos quais chamou “mártires”.

A “cinco anos da revolução cívica e militar” que derrotou o golpe de estado, Chávez destacou que “nunca antes em 100 séculos, em nenhuma parte do planeta, havia ocorrido algo assim”, assegurou, em referência à resposta que os venezuelanos deram ao golpe de estado para devolver o mandatário venezuelano ao poder.


Continua em construção o PSUV

Chávez fez novamente referência à formação do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e pediu à multidão que o acompanhou, uma ovação para os integrantes dos diferentes partidos políticos oficiais que aceitaram o seu convite de união ao novo grupo político.

Apelou novamente aos partidos que o apoiam a unirem-se ao partido de unidade PSUV.

Anunciou que a 29 de Abril próximo começam os “registos” para inscrição no PSUV, e comentou que também se inscreverá na nova organização, depois de assinalar que a formação deste partido unido “é uma das grandes necessidades que a nossa revolução tem”, destacou.

“Vamos construí-lo (ao PSUV) desde as bases” apelou. “Eu vou-me inscrever (…) para manifestar a vontade de ser militante desse partido, que ainda não se formou; vou inscrever-me e assinar para me incorporar directamente no processo de construção desse partido desde as bases”, expressou.

“Depois virão as eleições, que obviamente serão observadas e regidas pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) (…) e aí deveremos dar o exemplo”, enfatizou ao recordar que no PSUV “cada um de nós é apenas mais um actor, em igualdade de condições, para construir um verdadeiro partido de batalha.”, disse.



Rejeição do imperialismo do EUA


O presidente Chávez rejeitou novamente o imperialismo norte-americano e insistiu que o golpe de estado, que o tirou do poder durante 47 horas, foi organizado e financiado pelo governo do presidente George W. Bush.

Assegurou que o representante dos Estados Unidos é um presidente “ilegítimo”, afirmando que Bush não ganhou as eleições do ano 2000, mas sim que as “roubou”.

“O presidente dos Estados Unidos não ganhou as eleições do ano 2000, ele roubou as eleições (…) foi uma fraude (...) isso está demonstrado, só que houve um acordo das elites norte-americanas e puseram-no ali por uma decisão de uns juízes comprados”, assegurou.

O chefe de estado venezuelano sublinhou que “nunca mais a Venezuela se ajoelhará perante o império norte.americano”.

O golpe de estado de 11 de Abril de 2002 teve como líder visível o empresário golpista Pedro Carmona Estanga, actualmente refugiado na Colômbia, e contou com o apoio de militares de alta patente, empresários, a hierarquia da Igreja Católica, meios de comunicação privados, classes alta e média, e partidos e sindicatos da oposição.

O governo venezuelano mantém que o golpe foi “organizado, financiado e dirigido” por Washington, e apresentou diversas provas para apoiar essa afirmação.


 

 

Notícia publicada pela TeleSUR TV no dia 13 de Abril de 2007. Traduzida por Alexandre Leite.

publicado por Alexandre Leite às 16:40
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