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Sábado, 21 de Abril de 2007

Amontoar de lixo e frustração em Gaza

Lixo em Gaza

Uma criança palestiniana perto de um monte de lixo numa rua da cidade de Gaza, 15 de Abril de 2007. (Hatem Omar/MaanImages)



Montanhas de lixo e nuvens de fumo têm-se concentrado ao longo das ruas de Gaza nos últimos dias. No entanto, as pilhas de lixo não recolhido não podem ser atribuídas à falta de autarcas ou de força de trabalho nessa região costeira.

 

Um terço dos 1,4 milhões de habitantes de Gaza faz parte da força de trabalho, que pode ser mais correctamente descrita como uma força de trabalho ‘inactiva’, e há 25 autarquias responsáveis pelo tratamento do lixo.

 

Para além disso, há redes com alta tecnologia de electricidade, água e telecomunicações na Faixa de Gaza, consideradas as mais avançadas da região.

 

Nenhuma zona da cidade de Gaza, mesmo a área mais urbana, Al-Rimal, está sem lixo, por causa da greve geral os trabalhadores da autarquia manifestaram-se em conjunto com milhares de outros trabalhadores municipais de todas as 25 autarquias de Gaza.

 

Uma crise ambiental pode emergir na zona costeira, exacerbando uma economia já em apuros por causa do embargo internacional que se baseia em interesses políticos.

 

Os organizadores estão cientes do impacto catastrófico da greve. No entanto, o que é que eles podem fazer quando os seus salários não são pagos regularmente nos últimos sete ou oito meses? O que é que podem fazer quando um grande número deles se tornou incapaz de pagar até o próprio transporte?

 

Certamente não é um problema deles, ou um problema dos seus empregadores (a Autoridade Palestiniana) – é um problema de política que não conhece limites.

 

Um trabalhador municipal de Gaza, de 53 anos, pai de sete filhos, sentado a apenas alguns metros da tenda onde o presidente do município e da assembleia municipal, Majed Abu Ramadan, está também sentado, ficou agradado por falar.

 

Khamis Miftah, disse, “Nem eu nem os meus caros colegas estamos a fazer greve só por fazer; imaginem, nós não recebemos salário nos últimos seis meses. Conseguem imaginar que nos tornámos incapazes de pagar o próprio transporte para o trabalho?”

 

Miftah, sentado num banco de jardim no Parque Jundi Al-Majhoul no centro da cidade de Gaza, clamou, “Eu tenho duas esposas e sete filhos para cuidar; eu estou impossibilitado de assegurar as despesas básicas da casa. Nós simplesmente queremos viver; é essa a nossa exigência e é por isso que estou a fazer greve hoje.”

 

Numa enorme tenda, onde os presidentes das autarquias da Faixa de Gaza estão a protestar contra a crise financeira, o líder da sua assembleia descreveu a situação como desastrosa a muitos níveis – incluindo a nível financeiro, ambiental e social.

 

“Nós temos agora 360 000 empregados municipais a saírem do seu trabalho porque não receberam os seus salários nos últimos sete ou oito meses. Isto irá certamente levar a um desastre, e a situação financeira já está muito calamitosa”, disse Abu Ramadan.

 

Questionado se houve alguma promessa de apoio financeiro da Autoridade Palestiniana para resolver a crise, Abu Ramadan respondeu, “Parece que o embargo e o cerco que está a ser imposto ao governo palestiniano, apesar de agora ser um governo de unidade, contribuiu em grande medida para esta crise. Nem um centavo foi transferido para nós.”

 

Na quarta-feira, mais de 80 000 funcionário públicos da Autoridade Palestiniana juntaram-se aos trabalhadores municipais num movimento semelhante, gritando alto o seu acréscimo de sofrimento devido ao não pagamento de salários nos últimos 13 meses.

 

Na segunda-feira o presidente palestiniano Mahmoud Abbas embarcou numa ronda internacional por dez capitais, numa tentativa de juntar apoios para o seu governo de unidade, que pretende respeitar acordos assinados anteriormente com Israel e colocar um fim ao embargo em contacto directo com os seus membros de gabinete, independentemente da sua filiação política.

 

No dia seguinte, o presidente da França, Jacques Chirac, onde Abbas fez a primeira paragem, mostrou preocupação com a situação palestiniana e declarou que o embargo deve ser levantado.

 

O Quarteto (composto pelos Estados Unidos, Nações Unidas, União Europeia, e Rússia), logo após à instalação do gabinete Hamas-Fatah, reafirmou o embargo até que esse gabinete reconheça Israel e renuncie à violência.

 

Em Março de 2006, o Quarteto impôs um cerco económico ao governo liderado pelo Hamas, que venceu as eleições parlamentares de Janeiro de 2006 e que foram monitorizadas internacionalmente.

 

A economia dos territórios palestinianos tem sido fortemente afectada por este embargo, com um taxa de pobreza de 80% e uma taxa de desemprego de aproximadamente 70%, de acordo com os últimos dados.

 

 

 

Texto de Rami Almeghari publicado a 19 de Abril de 2007 pela Electronic Intifada . Traduzido por Alexandre Leite.


publicado por Alexandre Leite às 07:17
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