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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

Timor-Leste: Socialistas trabalham para consolidar o partido

Max Lane falou com o secretário-geral do Partido Socialista de Timor (PST), Avelino da Silva Coelho, na ressaca das eleições parlamentares de 30 de Junho, nas quais o PST recebeu 0,96% dos votos.

Nenhum partido ou figura participante no movimento de libertação nacional conseguiu mais de 29% nas eleições parlamentares. Como explica isso?

As pessoas ainda não estão a fazer as suas escolhas com base na ideologia ou numa linha política. Elas reagem emocionalmente, o que também explica a volatilidade da forma como votam. Neste sentido, a democracia está a desenvolver-se lentamente. A diminuição dos votos também reflecte uma crise na liderança, bem como o aparecimento de um grande número de partidos. Ao mesmo tempo há muita politiquice suja. Na procura de alternativas, estes factores ainda pesam muito. A consciência política é fraca. As ligações primordiais e emocionais, incluindo as familiares e de amizade, são ainda factores importantes.

Então quais eram as diferenças ideológicas ou políticas entre o Congresso Nacional de Reconstrução Timorense (CNRT), a Fretilin, ou o Partido Democrático?

 

Não havia diferenças absolutamente nenhumas. Todos fizeram campanha por uma economia de mercado livre. Todos concordavam com as mesmas políticas; não havia diferenças significativas. Nós poderemos ver, mais tarde, o carácter da economia que eles vão desenvolver.

 

E as principais diferenças do PST?

 

Nós fizemos campanha com um programa mais claro e com bases ideológicas mais claras. Nós explicámos abertamente os princípios marxistas-leninistas. Apesar de não termos tido muitos votos desta vez, estamos convencidos que isto serviu para algo útil, começar a habituar as pessoas a discutir estas ideias. O importante para nós é intensificar o nosso trabalho ideológico na construção do partido.

Avelino da Silva Coelho  -  PST


A votação no PST foi baixa nas eleições presidenciais?

 
Nas eleições presidenciais as pessoas também decidiram com base na figura que apoiavam ou pela qual tinham alguma simpatia. Nas eleições para o parlamento, elas escolheram um partido. Isso pode ter feito a diferença. Na verdade, se formos realistas, temos de verificar que desta vez, os votos no PST foram menos do que nas eleições parlamentares em 2001, quando conseguimos 6483 votos. Isto pode ter sido o resultado do rápido aparecimento de mais partidos e da atitude ainda volátil perante os partidos. O capital que temos agora de 4000 votos, dá-nos boas perspectivas para a construção do futuro, quer seja através de uma qualquer frente ou não.

 

Quais são agora os planos do PST?

 

Iremos consolidar as estruturas internas do partido. Até agora os membros do partido não tiveram de pagar quotas. Eles aderiam, obtinham um cartão de membro, mas os laços são muito ténues. Vamos tornar obrigatório o pagamento de quotas. Desta forma iremos conseguir ver o número real dos nossos militantes. Se não se pagar quotas, não se será membro do partido. Apenas simpatizante. Haverá uma indicação de mais rigor para que os braços do partido mantenham registos dos membros e reportem mensalmente as suas actividades ao gabinete político. Iremos intensificar e participação política para os membros pagadores de quotas. Haverá divisões do trabalho mais concretas e delegação de tarefas do partido aos seus membros. Precisamos de um partido mais estruturado e disciplinado. O partido tem de estar preparado para as próximas eleições regionais.


Como pensa que vai ser o resultado do proposto governo de unidade?


Não vai funcionar. O clima político é muito instável. Pode ter de haver eleições antecipadas.


O PST juntar-se-ia a uma coligação assim?


O PST é muito pequeno. O importante é preparar o PST para as próximas eleições.


O que irá acontecer aos membros do PST que foram eleitos pelo PST nas listas do CNRT?


Apenas foi eleito um. O PST espera que sejam capazes de fazer campanha sobre um leque de distinta legislação.

É tempo das forças militares estrangeiras saírem de Timor-Leste?

Os conflitos internos ainda não foram resolvidos aqui.

 

 


Entrevista ao secretário-geral do PST feita por Max Lane e publicada a 25 de Julho de 2007 na Green Left Weekly. Tradução de Alexandre Leite.

publicado por Alexandre Leite às 14:02
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1 comentário:
De Kruzes Kanhoto a 4 de Agosto de 2007 às 17:28
Olha! É o irmão gemeo do Barbas do Benfica!

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