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Domingo, 12 de Agosto de 2007

Tumultos Anti-Anzac alastram em Timor-Leste

Tumultos Anti-Anzac alastram em Timor-Leste

Houve tumultos nas duas maiores cidades de Timor-Leste, quando os opositores do novo Primeiro-Ministro Xanana Gusmão enfrentaram a polícia e os soldados da Anzac [Forças armadas da Austrália e Nova Zelândia]. O partido de Gusmão, o Congresso Nacional para a Reconstrução Timorense (CNRT), obteve apenas 22% dos votos nas eleições parlamentares do mês passado, ficando atrás da sua rival Fretilin. Gusmão conseguiu tomar o poder nesta semana devido a uma intervenção do seu aliado, Presidente José Ramos-Horta, que invocou uma cláusula da Constituição de Timor-Leste que lhe deu o poder para decretar o governo.


 

Os activistas da Fretilin ficaram indignados pela acção de Horta, insistindo que o seu partido tem o direito de formar uma administração porque teve o maior número de votos e o maior número de lugares no parlamento. O líder da Fretilin, e antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, disse ao jornal Sydney Morning Herald que “As pessoas estão realmente frustradas… elas votaram na Fretilin, na esperança que a Fretilin governasse o país e, de repente, com uma forma de interpretação da constituição, o segundo partido foi convidado [a formar governo].”

A agitação começou depois de protestos na capital Dili e na cidade da zona leste Baucau, quando confrontados com a polícia e soldados da Austrália e da Nova Zelândia. Recusando as ordens de dispersão, os manifestantes, que entoavam “Abaixo John Howard! [Primeiro-Ministro da Austrália]” e empunhavam cartazes denunciando Horta como uma marioneta australiana, construíram barricadas com pneus a arder e lançaram pedras à polícia e aos soldados. As tropas australianas abriram fogo depois de alguns jovens terem partido as janelas dos seus veículos perto do campo de refugiados pró-Fretilin de Comoro, nas redondezas de Dili. O campo tem sido um foco de protestos anti-ocupação desde que as tropas australianas mataram dois dos seus residentes a 22 de Fevereiro. A embaixada australiana foi atingida por pedras, e em Baucau um edifício associado à ONU foi incendiado. Os manifestantes atacaram veículos armados da Nova Zelândia em ambas as cidades.


Não é surpreendente que os manifestantes tenham decidido exprimir a sua raiva contra o governo ilegítimo de Gusmão, atacando as forças e propriedades da Anzac. Já há mais de um ano que a administração de John Howard tem vindo a interferir de forma flagrante nos assuntos timorenses em nome dos seus aliados Gusmão e Horta. No primeiro semestre de 2006, o governo de Howard fez uma campanha para desestabilizar o governo de Alkatiri, da Fretilin, dividindo as forças armadas e a polícia, financiando manifestações anti-seculares da poderosa Igreja Católica do país, e espalhando os medos anti-muçulmanos e anti-comunistas contra Alkatiri. O resultado foi uma onda de violência que foi usada para pressionar a Fretilin a concordar com o envio de uma ‘força de manutenção de paz’ da Anzac com soldados e polícia.

 

Howard usou as forças de segurança para garantir a demissão de Alkatiri e colocar Horta no seu lugar como Primeiro-Ministro provisório. Em resposta, Horta elogiou profusamente a política externa australiana e norte-americana e assumiu uma atitude muito mais conciliadora com os planos de expansão da exploração australiana de campos de petróleo na Timor Gap. Mas a estabilidade política e social mostrou-se difícil de ser restaurada, e em Fevereiro e Março últimos a agitação atingiu Dili, na resposta à morte de civis timorenses por tropas Anzac que tinham sido mobilizadas contra os inimigos de Horta. Durante as eleições presidenciais e parlamentares deste ano, as tropas Anzac foram várias vezes utilizadas para enfrentar os opositores a Horta e Gusmão, da Fretilin. Quando John Howard visitou Dili no final de Julho para dar o seu apoio ao governo de Gusmão, defrontou-se com protestantes que exigiam o fim da presença da Anzac no seu país. Os novos tumultos em Dili e Baucau mostram simplesmente quão alargada se tornou a oposição à ocupação.


 

Texto de Scott Hamilton publicado na Aotearoa IMC  e em Reading The Maps a de 8 de Agosto de 2007. Tradução de Alexandre Leite para a Tlaxcala.

publicado por Alexandre Leite às 15:03
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