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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

Carta à Primeira-Ministra da Nova Zelândia

Exma. Helen Clark

Primeira-Ministra

Parliament Buildings

Wellington

Nova Zelândia

 

 

Cara Primeira-Ministra Clark:

Estou a escrever para condenar as acções do governo da Nova Zelândia usando as leis Anti-Terrorismo contra o povo de Aotearoa.

Helen Clark

Helen Clark. Foto retirada de uma página do governo da Nova Zelândia.

Polícia armada neozelandesa entrou num autocarro cheio de crianças de escola. Estabeleceram um cordão à volta da cidade de Taneatua. Fizeram buscas nas casas das pessoas e foram apreendidos objectos do dia-a-dia com mandatos emitidos com base na lei anti-terrorismo. Permanecem na prisão, dezassete activistas pela soberania Maori, activistas sociais e ambientais.

É fácil de ver porque é que os líderes Maori acreditam que esta acção fez recuar 100 anos as relações de raça. Esta acção também provocou um grave dano à reputação internacional da Nova Zelândia. É inconcebível que o governo da Nova Zelândia considere que deve ser eleito para ter assento no Conselho dos Direitos Humanos da ONU. É de esperar que isto seja vigorosamente rejeitado por aqueles que se opõem ao uso de força anti-terrorista contra dissidência doméstica.

O seu governo rotulou as pessoas de “terroristas”. No actual clima de medo, este é o rótulo mais danoso que pode ser aplicado a um indivíduo. O seu efeito irradia para as suas famílias e comunidades. Uma vez utilizado o termo, fica facilitado o estabelecimento de uma norma que justifica a expansão do poder do estado e a violação de direitos humanos fundamentais, sem a necessidade de justificar tão drásticas acções.

Estes ataques às liberdades dos nossos cidadãos ajudam a perceber porque é que a Nova Zelândia foi um dos quatro países no mundo inteiro que votou contra a Declaração das Nações Unidas pelos Direitos dos Povos Indígenas. Fica claro que a repressão dos povos indígenas de Aotearoa e da sua luta para defender a sua soberania em face da ocupação colonial, é um elemento central da prática do governo da Nova Zelândia.

Eu estou informado que aqueles que foram detidos viram negada a fiança e podem estar detidos durante vários anos até que as acusações que lhes sejam feitas sejam verificadas nos tribunais. Eles deveriam ser libertados imediatamente sob fiança. Para além disso, o poder indiscriminado que o estado concedeu a si próprio com as leis anti-terrorismo, deve ser revogado.

 

 

Cordialmente,

 

Sid Shniad

Vancouver, British Columbia

Canadá



Manifestação contra a repressão de estado na Nova Zelândia

Manifestação contra a repressão de estado e pela libertação dos prisioneiros na Nova Zelândia


[Aotearoa - o nome maori para a Nova Zelândia]
[Sid Shniad é membro da direcção de um sindicato baseado em Vancouver, Canadá, há mais de vinte anos. Activo no movimento anti-guerra, é um membro fundador do Comité Sindical pela Justiça no Médio Oriente e é membro da associação Judeus Pea Paz. Contribui com artigos para a revista canadiana “Canadian Jewish Outlook”. Antigo professor em escolas públicas, recebeu o grau de bacharelato em teoria política na Universidade da Califórnia e o seu mestrado em economia na Universidade Simon Fraser.]

Carta publicada num grupo de discussão a 24 de Outubro de 2007 e traduzida por Alexandre Leite.

publicado por Alexandre Leite às 12:53
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