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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

A natureza do monstro

Darling admite a perda dos registos de 25 milhões
Foram dados como desaparecidos dois discos de computador que continham detalhes pessoais de todas as famílias do Reino Unido com filhos menores de 16 anos.

Os dados do Child Benefit [‘Abono de Família’] incluem nome, morada, data de nascimento, número da Segurança Social e, quando relevante, detalhes bancários de 25 milhões de pessoas.

Alistair Darling, o director, instou as pessoas a vigiarem as suas contas bancárias. — Página da BBC News 20/11/2007 [1]


De vez em quando recebo uma carta a perguntar-me porque é que eu faço isto? Quer dizer, isto não gera nenhum dinheiro que valha a pena contar, consome uma enorme quantidade de tempo, mas também tempo é a única coisa que eu realmente tenho, assim, como eu o uso é apenas uma questão em parte por escolha e em parte porque é muito difícil para mim ignorar aquilo que sei e sinto sobre os acontecimentos e sobre os outros seres humanos e sobre o planeta que habitamos. Como disse Engels, “Liberdade é o reconhecimento da necessidade”, por isso eu escolho livremente fazer isto.

Claro que eu não sou o único nisto, há muitas centenas, se não milhares de pessoas por todo o planeta empenhados em fazer praticamente a mesma coisa. Foi sugerido pelos grandes meios de comunicação que nós somos guiados apenas pelos nossos egos, mas como o que serve para o galo também serve para a galinha e, dada a vasta disparidade na exposição (para não mencionar os rendimentos) em relação os que escrevem nos grandes meios de comunicação, trata-se mesmo de um roto a chamar esfarrapado ao outro.

Mas chega destas homilias já gastas, voltemos ao ponto essencial, ou quase, pois realmente não é uma questão de porque o fazemos, afinal pouco importa a razão, o que conta é o produto final e ainda mais importante, as circunstâncias e as ferramentas à nossa disposição, que deram voz a milhares, que de outra forma a não teriam. Cabe ao leitor decidir o que vale a pena ler e que não vale.

O problema é que muitos de nós tivemos uma dieta forçada de consumismo acrítico e passivo, de facto, estamos agarrados a isso; romper hábitos tão fortes é do que se trata; trata-se de por as pessoas a pensarem outra vez de forma crítica sobre o que se passa e como e o que, se alguma coisa, podemos nós fazer sobre isso.

Claro que o inimigo tem gozado de um monopólio incomparável sobre o discurso público desde sempre, por isso, quando um bando de ‘jovens pretensiosos’ se aventura no ‘seu’ território (e ainda por cima sem terem licenciaturas em jornalismo), eles ficam compreensivelmente irritados, até ao ponto de criminalizarem certos tipos de discurso, e ainda pior, criminalizando ‘opiniões’, como no ‘delito de opinião’, numa vã tentativa de reverterem as coisas.

Assim, podemos ver o último acontecimento nesta chamada sociedade livre, a rotulagem de uma jovem e da sua poesia como nada mais nada menos que terrorista e terrorífica, respectivamente. Mas o que quer que pensem sobre os seus pontos de vista e sob a forma de os exprimir, quando o país onde vivem começa a criminalizar poesia (está bem, não é uma poesia muito boa, mas será crime?) vocês sabem que estão em sarilhos. Gordon Brown é Oliver Cromwell reencarnado, empenhando uma cara de perdigueiro e roupas a condizer que seriam aprovadas pelos fanáticos de cilício do século XVII, os puritanos, na sua ‘missão’ de nos salvar de nós próprios.

É a treta do costume, toda ela indicadora de quão realmente fraca é a sua alegada moralidade, actos desesperados feitos para nos manterem afastados de coisas mais importantes, como quem criou esta confusão, para começar.

Mas reparem que actualmente os poderes instalados se restringem a reprimir áreas de expressão muito limitadas, por exemplo, o chamado fundamentalismo extremista de índole muçulmano. Não é como nos ‘bons velhos tempos’, quando havia milhares de esquerdistas em quem bater e até um ‘império do mal’ em quem deitar as culpas por tudo o resto. Assim, a sua rede não pode ser lançada tão longe como já foi no passado, pelo menos por enquanto. Por quanto tempo iremos gozar da liberdade de difundir as nossas ideias, isso depende em parte da sua capacidade de o impedir (por exemplo, eu reparei que no meu histórico de visitantes apareceram leitores da Birmânia, ou Mianmar para usar o seu nome oficial, mesmo no pico da recente repressão).

Não será uma novidade dizer que o mundo mudou tanto nas duas últimas décadas que quase ficou irreconhecível, parece que reentrámos no tempo dos dinossauros, criaturas gigantes calcorreando o planeta, ‘guiadas’ por cérebros minúsculos. Temos então, por um lado, uma concentração dos poderosos meios de comunicação – meios que são afinal uma pilha de processos fundamentais para a sobrevivência do capitalismo – ou nas mãos de grandes corporações ou nas mãos do estado (que de qualquer forma está agora abertamente na cama com as grandes corporações) e por outro lado, milhares de ‘melgas’, nós, zumbindo sobre a carcaça podre do capitalismo.

Há algo de muito tentador na forma como o estado e o capital se relacionam com o mundo de pesadelo que criaram para nós. É quase como se as tecnologias de repressão fossem uma espécie de religião para as elites dominantes, inspiradas por superpoderes naturais místicos que enfeitiçaram os seus detentores. Teoricamente capazes do controlo total, na realidade, mostrou-se ser virtualmente impossível para eles, conseguirem que algum dos seus mais ambiciosos projectos funcione como pretendido (ou que simplesmente funcione), não que isto os impeça de gastarem o nosso dinheiro e a usar os nossos talentos nessa tentativa.

Pouco alivia, eu sei, mas mostra quão frágil é realmente o seu controlo. Mantê-lo depende e de não percebermos a mensagem e de não recusarmos fazer o trabalho sujo por eles.

Teve como resultado um fascinante choque de culturas: a máquina do estado, delineada à imagem de Machiavelli, onde se controla a informação e como ela é usada, era um mundo de papel e de milhares de burocratas treinados durante séculos para gerirem a máquina do estado de uma determinada forma.

Entram no computador, a última arma de controlo social, assumindo claro, que sabem implementar o seu poder. O problema é que – como seguramente teria reconhecido Machiavelli – deixar a gestão da máquina do estado a um bando de totós semi-instruídos, cromos e videirinhos, pretendendo virem a ser o próximo Bill Gates, fica a milhas de administrar realmente a máquina do estado.

Foram gastas milhares de milhões de libras no equivalente à construção das Pirâmides, e até agora, nem um único projecto atingiu os seus objectivos, muitos foram anulados por serem inerentemente impraticáveis ainda antes de terem sido terminados. Mas não se preocupem, a natureza dos contratos significa que estes pregadores da nova religião do estado podem simplesmente recolher os seus lucros sujos, safarem-se do fiasco total e deixar para outra pessoa qualquer a organização do caos e da confusão que eles deixaram para trás.

Isto é corrupção em grande escala. Vejam por exemplo o projecto de ‘computorizar’ o Serviço Nacional de Saúde, o maior projecto de computorização que alguma vez foi levado a cabo e que está a custar milhares de milhões (e sem dúvida mais milhares de milhões para tentar consertá-lo), é um total e completo falhanço.

Demonstra quão ignorantes são estes novos mandarins do silício, não apenas porque eles são tecnicamente incompetentes (apesar de indubitavelmente isto jogar um papel importante) mas porque as redes de computadores transformam a forma como funciona a burocracia.

As burocracias existem para gerir a complexidade, compartimentando escolhas. O aumento de escolhas aumenta a complexidade e logo a compartimentação. As redes de computadores funcionam de uma forma completamente diferente; elas procuram manter tudo ligado. Quanto mais complexidade há, mais ligações são precisas. Isto é bom para produzir automóveis ou arrumar latas num supermercado, onde se sabe o que entra e o que sai e há resultados fixos.

A palavra-chave é governo ‘conjunto’ (se for a fabricar um automóvel chama-se ‘cadeia de abastecimento’). Os parvos em Witehall foram levados a pensar, pelos totós, que ao ligarem ‘simplesmente’ os ministérios e as suas várias funções, a complexidade poderia ser gerida pela rede.

Mas há um ditado que diz ‘se entra lixo, sai lixo’ (uma frase com certeza não mencionada em toda aquela porcaria paga pelos impostos), que mesmo assim não serve para descrever o potencial para a catástrofe inerente no processo de tentar fazer uma rede da burocracia do estado. Por comparação, fazer com que cada peça usada para fabricar um automóvel esteja no local certo, no momento certo (e ao preço certo) é uma brincadeira de criança; há um número finito de componentes envolvidos, todos eles são monitorizados, em tempo real, enquanto percorrem a cadeia de abastecimento.

Gerir uma rede social (que em termos informais é o que o Serviço Nacional de Saúde no fundo é) é um bicho completamente diferente. As pessoas não adoecem por ordem nem o fazem em locais próprios e em alturas conveniente, e o seu tratamento depende de uma rede complexa de relações, do paciente ao médico, do médico ao especialista e depois ao hospital (onde realmente começa a ‘brincadeira’).

Somado a isto está a necessidade do estado de obter informação sobre nós cidadãos (ou não cidadãos conforme for o caso), pois não estamos apenas a falar de saúde mas de controlo social, usando a rede de saúde como um veículo para determinar coisas como os ‘direitos’ a um recurso limitado, os cuidados de saúde. Se fosse apenas para seguir a história clínica não seria tão difícil (temos feito isso durante décadas com as fichas de papel sem problema), mas é a tentativa de ‘juntar tudo’ que causa o problema (para não falar no imenso problema da confidencialidade e exactidão).

É obvio que uma rede deste tipo é aberta e sem limites, e uma vez que o estado perceba que não há um limite teórico à quantidade de informação que pode obter sobre nós, o passo seguinte será tentar obtê-la. Quanto mais informações conseguem e ‘juntam’, mais complicada é a interligação e cada vez que se troca informação, são introduzidos erros. É o filme “Brazil” passado à vida real, onde pequenas ‘falhas’ são amplificadas à medida que a mesma informação é usada por diferentes ministérios com propósitos completamente diferentes.

Na actualidade, isto vai directamente contra a razão pela qual tivemos burocracias em primeiro lugar, nomeadamente a compartimentação da complexidade, quebrando-a em partes de mais fácil gestão, com cada função a ter uma determinada agência. Uma vez embarcados naquilo que é efectivamente a criação de uma máquina do estado única e em rede, mais decisões são ‘passadas’ às ferramentas informáticas que foram construídas usando uma premissa ideológica: o controlo total sobre o cidadão, um processo que está a ser administrado por um estado securitário composto quer por entidades públicas quer por privadas, trabalhando (alegadamente) em conjunto.

O caos resultante é talvez melhor apercebido se virmos a forma como o Home Office [Ministério do Interior] (não) conseguiu lidar com a expansão do seu papel provocada pela colocação das suas funções em rede ou por ‘juntá-las’, como nos casos dos órgão de segurança do estado, da segurança social, da saúde, e por aí fora.

Mas está tudo a ser construído em cima de uma gigantesca carcaça feita em papel, a herdada burocracia do estado, que durante quinhentos anos tem vindo a gerir o capitalismo da forma tradicional. Chamar-lhe choque de culturas é um eufemismo.

A genialidade dos Serviços Públicos Britânicos, construída durante séculos, resultou de dispor de gestores de muita confiança (todas instruídos em escolas da especialidade e universidades) que podiam então gerir os seus próprios ministérios sem muita interferência ‘externa’. Durante séculos, o Reino Unido dominou um império com uma das mais pequenas burocracias. A Índia, por exemplo, foi dominada por apenas algumas centenas de funcionários públicos (britânicos) e até ao século XIX, mesmo o exército de ocupação era uma PMC [Companhia Militar Privada], propriedade da Companhia das Índias Orientais. Os Blackwater são amadores em comparação, mas isto revela mais uma vez que aquilo a que estamos a assistir não é nada de novo, esta é a forma como o capitalismo gosta de fazer as coisas, liberto de ninharias como supervisões gerais e regulamentações.

Mas com a chegada do Fascismo cibernético ao universo cuidadosamente ordenado dos nossos serviços públicos ‘neutrais’, ela própria resultado da ‘junção’ entre a classe política e os sues leiais funcionários, temos agora uma união que se está a desmoronar sob a pressão da tentativa de construir o estado securitário corporativo sobre as ruínas do velho consenso.

É um dilema interessante e único para a classe política dominante, pois para construírem o estado securitário corporativo ‘ideal’, depois de embarcarem num tal projecto, ele não pode parar, tem de crescer em poder e complexidade, e cada processo ganha uma ‘vida própria’ (por exemplo o sistema penal; prender pessoas é agora um negócio que tem a sua própria dinâmica interna para expandir a sua acumulação de capital, arranjando mais prisioneiros e mantendo-os presos durante o maior tempo possível).

Quem perde somos nós, as pessoas a quem a burocracia do estado pretende ser útil, em teoria. O que se vê aqui é um paradoxo fundamental provocado essencialmente pela vontade de privatizar o estado e geri-lo como se fosse um negócio.

Assim, por exemplo, as pessoas não precisam de ‘escolha’ no que toca a cuidados de saúde, olhando a saúde como se de um bem de consumo se tratasse; o que precisamos é do direito ao tratamento do que quer que nos aflige.

O ‘Novo’ Partido Trabalhista apregoa os milhões que gastou nos serviços de saúde mas a maior parte foi dada a corporações que não fazem a mínima ideia como funciona a burocracia, muito menos como geri-la. É uma gigantesca vigarice feita à população com números bem grandes, quanto maiores melhor, para nos impressionar, mas na realidade aquilo que está a acontecer é que o estado deu milhares de milhões a empresas privadas que na sua maioria não conseguiram fazer um bom trabalho. Na realidade é uma privatização feita pela porta das traseiras.

Falar de uma crise do capitalismo é uma espécie de eufemismo, mas esta é uma crise auto-infligida, provocada pelas contradições intrínsecas do sistema capitalista que presumiram que com a derrota do ‘socialismo real’, o capitalismo podia prosseguir sem muitas interferências. O mundo era agora deles.

Então porquê a ‘guerra ao terrorismo’? Bem, porquê a ‘guerra às drogas’ ou a ‘guerra ao comportamento anti-social’? Porquê a guerra, ponto final?

A resposta a esta questão é ‘a natureza humana’, uma resposta que serve para tudo mas que não explica nem justifica séculos de matanças. Também podemos dizer que os humanos são intrinsecamente bondosos, afinal esta palavra é um outro sinónimo de humano.

A guerra a alguma coisa é tão fundamental para o capitalismo que se não existir um inimigo ‘real’ tem de se inventar um. Basta olhar para os últimos quinhentos anos para ver que a ‘paz’ é a excepção à regra. O capitalismo tem vindo a fazer a guerra no mundo há séculos, não tem escolha (apesar de como se viu na invasão do Iraque, afirmar que a faz relutantemente mas não explica porque é que gasta milhares de milhões em armamento e em preparação para a guerra a quase tudo).

E o que é importante nisto é que a alegada relutância em ir para a guerra foi uma resposta directa à incapacidade de nos convencerem que a guerra era a única via aberta, por isso tiveram de inventar desculpas mais extremas. Mas mesmo isso não resultou, por isso deixaram de nos tentar convencer e fizeram o que sempre fazem quando chega a hora do aperto: ignoraram-nos.

E nos quatro anos desde o fatídico dia de Março de 2003, nós vemos os resultados: um mundo cada vez mais desestabilizado e um sistema capitalista preso numa crise da sua própria autoria, e para a qual a sua única resposta é ainda mais repressão em casa, onde realmente conta. Agir de outra forma seria admitir que as suas políticas tinham falhado completamente, quer para derrotar o ‘inimigo’ quer em nos convencer de que a ‘civilização Ocidental’ está ameaçada de morte.

Nota

1. Entretanto, por coincidência e só para confirmar o que digo, o ultimo desastre, a ‘perda’ dos registos de 25 milhões de pessoas, faz capas de jornais aqui no Reino Unido. O que é impressionante e incrível, em mais uma enorme argolada do ‘Novo’ Partido Trabalhista, são as desculpas que estão a ser dadas, incluindo a ‘dificuldade’ em descobrir uma informação que o Gabinete Nacional de Inquérito necessitava. Mas afinal porque é que o Gabinete Nacional de Inquérito necessitava dessa informação? Isso não foi explicado, nem, imagino eu, nunca iremos descobrir.

Considerem o seguinte: uma base de dados é constituída por campos; cada campo é composto por um determinado tipo de informação, por exemplo, o nome, a morada, a data de nascimento, etc. Ainda estou para ver uma base de dados em que determinados campos de dados não possam ser exportados para outra. No entanto todos os 25 milhões de registos (quase metade da população) foram copiados para dois CDs e enviados através do ‘serviço’ de transportes da empresa TNT do ‘Manhoso’ Murdoch e desapareceram não se sabe onde. Multipliquem isto por todas as asneiras ‘conjuntas’ do ‘Novo’ Partido Trabalhista e já ficam com uma ideia da escala dos desastres que estão para acontecer.

Isto é a governação ‘conjunta’ em acção, com informações sensíveis a serem partilhadas literalmente por milhares de pessoas em centenas de ministérios, departamentos, câmaras, empresas e sabe-se lá quem mais. Incompetência? Indiferença? Corte nas despesas? (foram eliminados 10 mil funcionários públicos dos Serviços de Cobrança/Alfândegas e dos Impostos que tinham (têm?) estes dados.) E nem interessa qual é a razão. Todo o processo é uma vigarice do início ao fim, com a população a pagar o preço de várias formas e os grandes negócios a fazerem fortuna.

 

 

Texto de William Bowles publicado a 22 de Novembro de 2007 em creative-i. Traduzido por Alexandre Leite.

publicado por Alexandre Leite às 20:00
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