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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Pico do Solo + Pico do Petróleo = Pico de Espólios (Parte 2)

Ver Parte 1

Nota: A lista das alianças não é exaustiva. Todos os dias são criadas novas parcerias de agrocombustíveis.

Tabela 1: Alianças que Fomentam Agrocombustíveis de Primeira Geração

Quem?

O quê?

Quanto?

Petróleo, Agronegócios, Automóveis

BP–DuPont–British Sugar

  • BP é a 4ª maior corporação do mundo

  • DuPont é dona da Pioneer Hi-Bred, a 2ª maior empresa mundial de sementes

  • British Sugar é uma subsidiária da Associated British Foods Plc

Etanol a partir de trigo.

400 milhões de dólares; BP e British Sugar 45% cada uma; DuPont detém 10%; 420 milhões de litros/ano (2009)

BP–D1 Fuel Crops Ltd.

  • D1 Oils (Reino Unido) produz óleos vegetais não comestíveis da “terra para o motor” – sementes, plantação, processamento

1 milhão de hectares a serem plantados com jatrofa nos próximos 4 anos no sudeste asiático, América Central e do Sul e Índia

160 milhões de dólares em 5 anos; investimento conjunto 50/50; 2 milhões de toneladas de óleo de jatrofa/ano para agrocombustível (esperado)

Ergon Biofuels–Bunge

  • Ergon Biofuels, subsidiária da Ergon, dona de 3 refinarias de petróleo nos EUA

  • Bunge é uma companhia multinacional de agricultura e alimentação que faz parte das F500 (lista compilada pela revista Fortune das 500 empresas que apresentam mais facturação nos EUA).

Etanol de milho usando cerca de 21 milhões de alqueires de milho/ano

Investimento conjunto 50/50; 100 milhões de dólares em instalações para produção de etanol com capacidade para 60 milhões de galões/ano [cerca de 225,5 milhões de litros]

Ashland–Cargill

  • Ashland é uma companhia multinacional de transportes, químicos, e petróleo.

  • Cargill é uma multinacional que processa grãos e óleo vegetal

O primeiro produto será o propilenoglicol a partir da glicerina, um subproduto do biodiesel

80 a 100 milhões de dólares de investimento conjunto para produzir químicos com base biológica

ConocoPhillips–Tyson

  • Tyson Foods é uma empresa F500 e uma das maiores produtoras mundiais de carne

  • ConocoPhillips é a 9ª corporação maior do mundo

Subproduto gordura de carnes vermelhas, aves e porco para a combustível diesel para transportes

Cerca de 100 milhões de dólares investidos pela ConocoPhillips; desconhece-se o investimento da Tyson (<100 milhões de dólares); 175 milhões de galões/ano em 2009 [cerca de 657,5 milhões de litros]

Syntroleum–Tyson

  • Syntroleum (EUA) produz combustível sintético

Subproduto gordura de carnes vermelhas, aves e porco para os mercados de combustível diesel, para aviões e forças armadas

Em 2008 será construída uma fábrica no valor de 150 milhões de dólares para produzir cerca de 75 milhões de galões/ano a começar em 2010 [cerca de 281,8 milhões de litros]

Petrobras–Itochu

  • Petrobras (Brasil) é uma empresa petrolífera multinacional F500

  • Itochu (Japão) é uma empresa comercial F500 – comercializa petróleo, alimentos, têxteis e outros

Petrobras e Itochu assinaram um memorando de entendimento em Junho de 2007, sobre a potencial produção de bioetanol, biodiesel e bioelectricidade a partir de cana-de-açúcar com o objectivo de exportar para o Japão e para mercados internacionais.

DaimlerChrysler–Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP)

  • DaimlerChrysler é a 8ª maior corporação do mundo

A parceria pretende promover o biodiesel de jatrofa plantada em Gujarat (noroeste da Índia) e desenvolver uma segunda geração de biocombustíveis usando processos de transformação de biomassa em líquidos.

Syngenta–Harneshwar Agro Products Power and Yeast Ltd. (Índia)

  • Syngenta é a terceira maior empresa de sementes

  • Harneshwar é uma cooperativa de 12 000 agricultores com base em Indapur, Índia

Harneshwar construiu e opera uma fábrica de transformação de açúcar de beterraba tropical em agrocombustível. A fábrica foi especificamente desenhada para processar o açúcar de beterraba propriedade da Syngenta, que foi testado na Índia durante cinco anos. A Syngenta diz que demorou mais de uma década para desenvolver esta variedade.

Boeing–NASA–Tecbio

  • Tecbio (Brasil), fundada em 2001, empresa de engenharia que desenvolve refinarias de biodiesel.

  • NASA – Administração Nacional dos EUA da Aeronáutica e Espaço

  • Boeing – a maior construtora de aviões comerciais e aviões militares; opera o Vaivém da NASA e a Estação Espacial Internacional

Colaboração para produzir um combustível para a aviação, um biodiesel a partir de óleo de palma babaçu. A palma babaçu cresce no nordeste do Brasil. Estão a ser desenvolvidos dois projectos piloto para recolha e cultivo das sementes de babaçu para agrocombustível e outros produtos.

Grandes Petrolíferas & Grandes Cérebros: Parcerias Indústria-Universidades

BP–Univ. da Califórnia-Berkeley– Lawrence Berkeley National Lab–Univ. de Illinois, Urbana/Champaign

  • A bomba atómica foi desenvolvida no Lawrence Berkeley National Lab

Como primeira missão tem a promoção da indústria dos biocombustíveis; a investigação envolverá engenharia genética e biologia sintética.

500 milhões de dólares em 10 anos (BP tem projectos distintos em Berkeley, Stanford, Princeton, Instituto Tecnológico da Califórnia e Universidade Estadual do Arizona)

ExxonMobil–Universidade de Stanford (EUA)

  • ExxonMobil é a 2ª maior corporação do mundo

A investigação inclui culturas geneticamente modificadas para produção de agrocombustível e E. coli modificada para aumentar a produção de biodiesel a partir dos cultivos

A ExxonMobil irá investir 100 milhões de dólares no Projecto do Clima Global e Energia durante10 anos; A General Electric e a Toyota irão investir 50 milhões cada; A Schlumberger (uma empresa de serviços em campos petrolífero) irá investir 25 milhões de dólares.

Gigantes da Genética x 2

Monsanto–Cargill formaram um investimento conjunto chamado Renessen

  • A Monsanto é a maior empresa de sementes do mundo

A Renessen comercializa grãos de soja e milho geneticamente modificados (tolerantes a herbicidas) denominados Mavera para serem usados na alimentação animal e em combustível.

Monsanto–BASF

  • A BASF é uma empresa F500 da área química e de biotecnologia agrícola

Monsanto e BASF anunciaram em Março de 2007 que vão investir até 1,5 mil milhões de dólares numa colaboração dedicada a desenvolver variedades de milho, soja, algodão e canola, de alta produção e resistência, em parte para suprir a procura de culturas de agrocombustível.


Tabela 2: Alianças para ultrapassarem os agrocombustíveis de primeira geração

Quem?

O quê?

Quanto?

BP–Univ. da Califórnia-Berkeley– Lawrence Berkeley National Lab–Univ. de Illinois, Urbana/Champaign
(Esta pareceria também aparece na Tabela 1.)

Como primeira missão tem a promoção da indústria dos biocombustíveis; a investigação envolverá engenharia genética e biologia sintética

500 milhões de dólares em 10 anos (BP tem projectos distintos em Berkeley, Stanford, Princeton, Instituto Tecnológico da Califórnia e Universidade Estadual do Arizona)

Mascoma Corporation–Royal Nedalco

  • A Mascoma produz combustíveis a partir de biomassa de celulose usando microorganismos e enzimas com propriedade registada

  • A Royal Nedalco é uma subsidiária da gigante holandesa do açúcar, a Cosun, e produz etanol derivado de plantas (álcool etílico)

Acordo de desenvolvimento conjunto para comercializar produção de etanol a partir de biomassa linhocelulósica. A Nedalco autorizou a Mascoma a usar a sua tecnologia de fermentação à base de levedura. As duas empresas vão colaborar em programas de investigação conjunta para produzir combustível a partir de palha e aparas de madeira

UOP–DARPA–Cargill–Universidade Estadual do Arizona–Sandia National Lab–Southwest Research Institute

  • UOP, uma empresa de tecnologia de processamento de petróleo, pertence à Honeywell, uma empresa F500 aeroespacial e de defesa

  • DARPA – Agência de Projectos de Investigação Avançada do governo dos EUA

  • Sandia, laboratório pertencente ao governo dos EUA, da Administração Nacional de Segurança Nuclear, Departamento de Energia, operada pela Lockheed Martin, uma empresa F500

Colaboração para investigação e desenvolvimento de tecnologia para converter óleos vegetais e de algas em combustível para a aeronáutica militar

A DARPA investiu 6,7 milhões de dólares

Univ. da Califórnia-Irvine–CODA Genomics

Colaboração de 1,67 milhões de dólares para fomentar a produção de etanol fazendo manipulação de uma levedura para produzir enzimas que permitam a digestão de biomassa

Lawrence Berkeley National Laboratory–Univ. da Califórnia-Berkeley–Univ. da Califórnia-Davis–Universidade de Stanford–Sandia National Laboratory

Instituto de Bioenergia conjunto para desenvolver tecnologia de etanol celulósico usando biotecnologia de plantas e biologia sintética

125 milhões do Departamento de Energia dos EUA durante 5 anos

Chevron Corporation–Univ. da Califórnia-Davis

Investigação e desenvolvimento de produção de combustível a partir de resíduos agrícolas e florestais, lixo urbano e cultivos energéticos

25 milhões de dólares durante 5 anos, 2006-2011

Chevron Corporation–National Renewable Energy Laboratory (NREL, Departamento de Energia dos EUA)

Um projecto de colaboração de cinco anos para investigação sobre biocombustíveis. Cientistas da Chevron e NREL irão tentar identificar e desenvolver variedades de algas que possam ser colhidas e transformadas em combustível aeronáutico. A Chevron Technology Ventures está a financiar o projecto.

BP–Mendel Biotechnology
Mendel Biotech, uma empresa privada, tem uma parceria de longo prazo com a Monsanto; a Monsanto tem direitos exclusivos sobre a tecnologia Mendel para determinadas culturas; A Mendel e a Monsanto partilham grande quantidade de informação proprietária

Programa de cinco anos de investigação para desenvolver matérias-primas para a produção de agrocombustíveis celulósicos. A BP tornou-se accionista da Mendel com representação na Direcção da Mendel.

BP–Synthetic Genomics, Inc.

Plano de longo prazo para investigação e desenvolvimento de sequenciação e alteração genética de microorganismos habituais nos depósitos de combustível fóssil para acelerar o processo de formação dos hidrocarburantes, criação de biocombustíveis, etc. A BP investiu em acções da Synthetic Genomics. Não foram revelados detalhes.

Synthetic Genomics, Inc.–Asiatic Centre for Genome Technology (ACGT)

  • A Synthetic Genomics (EUA) está a desenvolver novos organismos para criar combustível directamente.

O ACGT é uma empresa subsidiária da Asiatic Development Berhard, uma empresa que cultiva óleo de palma

Parceria multi-anual de investigação e desenvolvimento para sequenciar a analisar o genoma do óleo de palma; O ACGT e o presidente e director executivo da sua empresa “mãe”, Tan Sri Lim Kok Thay, investiram em acções da Synthetic Genomics, como parte do acordo. Não foram revelados detalhes financeiros.

Agrivida–Codon Devices, Inc.

  • A Agrivida é uma empresa de biotecnologia agrícola (EUA), um projecto nascido no Massachusetts Institute of Technology

  • A Codon Devices (EUA) é uma empresa de biologia sintética, especializada em síntese genética

Um acordo de desenvolvimento no qual a Codon Devices irá produzir “enzimas optimizadas” para a Agrivida incorporar em milho geneticamente modificado. O objectivo é que as enzimas degradem todas as partes da planta em pequenos açúcares que possam facilmente ser convertidos em etanol.

Shell–CHOREN Industries

  • A Shell é a filial nos EUA da Royal DutchShell, a 3ª maior corporação do mundo

  • A CHOREN Industries (Alemanha) trabalha com a Volkswagen e a DaimlerChrysler para comercializar o seu “SunDiesel,” um combustível sintético biomassa-a-líquido

Parceria para transformar aparas de madeira em combustível líquido. Está programado o início de produção de uma fábrica em Freiberg, Alemanha, no final de 2007

Royal Dutch Shell–Codexis

  • A Codexis (EUA) desenvolve enzimas para usadas como biocatalizadoras em processos químicos industriais, incluindo químicos farmacêuticos e industriais

A colaboração começou em 2006 e expandiu-se em 2007 para cinco anos de investigação para o desenvolvimento de enzimas que melhorem a conversão de matéria-prima não comestível em biocombustíveis; A Shell fez investimento em acções da Codexis e tomou assento na sua Direcção.

US Department of Energy Joint Genome Institute–California Institute of Technology–Verenium Corp.–the National Biodiversity Institute of Costa Rica (INBio)–IBM’s Thomas J. Watson Research Center

  • A Verenium Corp, com sede em Cambridge (EUA), é o produto de uma fusão entre a Diversa, uma empresa industrial de biotecnologia e investigação biológica, e a Celunol Corp., uma empresa de bioenergia especializada em combustível celulósico.

Colaboração para sequenciar a analisar os genomas de micróbios do sistema digestivo de térmitas, que digerem as paredes celulares de partes da planta (madeira, por exemplo). O objectivo é identificar vias metabólicas dos micróbios e depois sintetizar as enzimas descobertas na investigação, de forma a produzir combustíveis celulósicos.

Novozymes A/S–China Resources Alcohol Corporation (CRAC)–SunOpta

  • A SunOpta, com sede em Ontário, Canadá, é uma empresa alimentar com um BioProcess Group dirigido à conversão de biomassa em combustível

  • Detida pelo estado, a CRAC é a segunda maior produtora de etanol na China

  • Novozymes é uma empresa dinamarquesa de biotecnologia

Acordo de três anos de desenvolvimento conjunto para produzir etanol celulósico na cidade de ZhaoDong, na China (2006). A CRAC dá as instalações; a SunOpta cede a tecnologia de conversão e a Novozymes fornece as enzimas usadas no processo de conversão.

Novozymes A/S–Xergi A/S

  • Novozymes e Xergi são empresas dinamarquesas de biotecnologia

  • A Novozymes também colabora com a POET Energy (EUA), que recebeu 80 milhões de dólares do Departamento de Energia para etanol celulósico

Parceria para desenvolver microorganismos e tecnologias para recolher componentes no estrume para produzir combustível e fertilizante “optimizado”

Novozymes A/S–Centro de Tecnologia Canavieira (Brasil)

Colaboração na investigação do desenvolvimento de bioetanol à base de bagaço – um produto residual da produção de açúcar de cana. A Novozymes vai contribuir com tecnologia enzimática.

Khosla Ventures–Gevo, Inc., LS9, Inc., Amyris Biotechnologies, KiOR (em conjunto com a holandesa BIOeCon, a iniciar-se nos agrocombustíveis), Mascoma, Verenium Corp., etc.

A Khosla Ventures, fundada em 2004 por Vinod Khosla, um dos fundadores da Sun Microsystems, investiu “dezenas de milhões de dólares” em capital de risco em empresas privadas de combustível celulósico [39]

Fontes: ETC Group, sítios das empresas na internet, Biofuel Review

NOTAS:

  1. Algumas organizações têm dito que agrocombustível é um termo mais adequado do que biocombustível para descrever combustível derivado de cultivos agrícolas industriais. Ver, por exemplo, o editorial da edição especial da revista Seedling (Julho de 2007) sobre agrocombustíveis. O ETC Group concorda. O termo biocombustível poderá ganhar relevância novamente, no futuro, se as companhias conseguirem aplicar a biologia sintética para criar novos organismos capazes de produzir combustível.

  2. A estimativa de 15 mil milhões de dólares é de Martin Wolf, “Biofuels: a tale of special interests and subsidies,” Financial Times, 30 de Outubro de 2007.

  3. A estimativa é de uma pesquisa de mercado conjunta da BP e da DuPont , citada no relatório da Bio-Era, Genome Synthesis and Design Futures: Implications for the U.S. Economy, Fevereiro de 2007, pág. 93.

  4. Os relatórios estão disponíveis na internet: “Agrocombustíveis: Fazendo uma verificação com a realidade em nove áreas chave” foi preparado para o 12º encontro do Órgão Subsidiário de Aconselhamento Científico, Técnico e Tecnológico (SBSTTA) da Convenção sobre Diversidade Biológica e está disponível aqui (em inglês): http://www.econexus.info/, a edição especial da Seedling sobre agrocombustíveis está disponível aqui: http://www.grain.org/seedling/?type=68.

  5. O termo Pico do Solo é retirado de “Peak Soil: Why cellulosic ethanol, biofuels are unsustainable and a threat to America,” de Alice Friedemann, 10 de Abril de 2007. Na internet: http://www.energybulletin.net/28610.html

  6. Num recente artigo da Chemical and Engineering News com o ameaçador título, “A Great Time to Make Fertilizers [Uma boa altura para fazer fertilizantes]” (14 de Maio de 2007, pág. 30), William Storck relata que devido ao aumento de plantações de milho na América do Norte, para alimentar a procura de etanol de milho, as quatro maiores empresas de fertilizantes da região – Mosaic, Terra Industries, Agrium e PotashCorp – todas divulgaram vendas do primeiro trimestre (2007) significativamente superiores às do mesmo período de 2006, aumentadas desde 19% (Mosaic) até 34% (PotashCorp). A agricultura industrial e a desflorestação já contribuem substancialmente para os gases com efeito de estufa na atmosfera; ao expandirem para satisfazer o apetite pelos agrocombustíveis, as suas emissões vão aumentar, exacerbando assim o aquecimento global. De acordo com o Relatório Stern sobre a Economia das Alterações Climáticas (Reino Unido, 2006), o uso do solo (por exemplo, pela desflorestação) representa 18% de todas as emissões de carbono; a agricultura representa 14%, a mesma percentagem que os transportes. (Ver resumo [longo], pág. IV.)

  7. Richard Doornbosch e Ronald Steenblik, Biofuels: Is the Cure Worse than the Disease? [Biocombustíveis: É a Cura Pior do que a Doença?], Mesa Redonda da OCDE sobre Desenvolvimento Sustentável, Paris, 11-12 de Setembro de 2007. Pouco tempo depois da sua divulgação, lobistas da Associação de Combustíveis Renováveis e a Associação Europeia de Combustível Bioetanol exigiram que a OCDE recusasse esse texto. Ver http://biopact.com/2007/09/euus-biofuel-organisations-urge-oecd-to.html.

  8. Ver, por exemplo, http://www.econexus.info/biofuels.html

  9. ONU-Energia, Sustainable Bioenergy: A Framework for Decision Makers, Maio de 2007, pág. 6.

  10. Idem., pág. 5.

  11. De acordo com o Relatório Stern sobre a Economia das Alterações Climáticas (Reino Unido, 2006), o uso do solo (por exemplo, pela desflorestação) representa 18% de todas as emissões de carbono; a agricultura representa 14%, a mesma percentagem que os transportes. (Ver resumo [longo], pág. IV.), disponível na internet em: http://www.hm-treasury.gov.uk/independent_reviews/stern_review_economics_climate_change/sternreview_summary.cfm.

  12. Nota de imprensa do Departamento de Energia dos EUA, “Strong Growth in World Energy Demand is Projected Through 2030,” 20 de Junho de 2006, na internet: http://www.eia.doe.gov/neic/press/press271.html. Ver Figura 2.

  13. DOE, International Energy Outlook 2007, Figura 8, disponível na internet: http://www.eia.doe.gov/oiaf/ieo/index.html.

  14. Os dados sobre o mercado global são de Clean Edge, “Clean Energy Trends 2007,” 6 de Março de 2007, na internet: http://www.cleanedge.com/charts-2007CETrends.php

  15. Uma transcrição do discurso de George W. Bush está disponível aqui: http://www.whitehouse.gov/news/releases/2007/01/20070123-2.html.

  16. Como dito em “Green Dreams,” National Geographic, de Joel K. Bourne Jr., Outubro de 2007, pág. 53.

  17. New Energy Finance, Cleaning Up 2007: Growth in VC/PE Investment in Clean Energy Technologies, Companies & Projects, 23 de Agosto de 2007, pág. 11 do resumo, disponível na internet em: www.newenergyfinance.com.

  18. Anon., “SunOpta, Novozymes and China Resources Alcohol to Develop Cellulosic Ethanol in China,” 25 de Junho de 2006, disponível na internet em: http://www.greencarcongress.com/2006/06/sunopta_novozym.html.

  19. Ver nota de imprensa da Arborgen, http://www.arborgen.com/cms/upload/EucaGen%20Release.FINAL.7.3.07.pdf.

  20. Ver nota de imprensa da: http://www.arborgen.com/media_release_082307.pdf.

  21. Idem.

  22. O produto da Genencor chama-se Accellerase 1000. Ver aqui: http://www.genencor.com/cms/connect/genencor/products_and_services/agri_processing/renewable_fuels/new_products_ethanol/cellulosic_ethanol_en.htm.

  23. Ver nota de imprensa da Novozymes, 13 de Setembro de 2007: http://www.novozymes.com/en/MainStructure/Press+Room/PressRelease/2007/2nd+generation+biofuel.htm.

  24. Relatório da Bio-Era, Genome Synthesis and Design Futures: Implications for the U.S. Economy, Fevereiro de 2007, pág. 85.

  25. Ver a nota de imprensa da Amyris Biotechnologies, http://www.amyrisbiotech.com/news_091907.html.

  26. Para mais informações sobre a Amyris e o projecto da artemisina sintética, ver Extreme Genetic Engineering: An Introduction to Synthetic Biology, ETC Group, Janeiro de 2007, págs. 52-55.

  27. Jason Pontin, “First, Cure Malaria. Next, Global Warming,” New York Times, 3 de Junho de 2007.

  28. Ver o sítio da Solazyme, http://www.solazyme.com/partnering.shtml.

  29. Ver o sítio da Khosla Ventures, http:// www.khoslaventures.com Clicar em “renewable portfolio” para ver uma apresentação das empresas.

  30. Ver nota de imprensa da Synthetic Genomics, http://www.syntheticgenomics.com/press/2007-06-13.htm.

  31. Sobre o uso de biologia sintética para criar microorganismos capazes de produzir combustível ver, News Release, “Patenting Pandora’s Bug: Goodbye, Dolly...Hello, Synthia! J. Craig Venter Institute Seeks Monopoly Patents on the World's First-Ever Human-Made Life Form,” ETC Group, 7 de Junho de 2007, e historial anexo. Na internet: http://www.etcgroup.org/en/materials/publications.html?pub_id=631.

  32. Ver http://research.microsoft.com/ur/us/fundingopps/RFPs/eScience_RFP_2006.aspx.

  33. David Vise e Mark Malseed, The Google Story, New York: Delta Trade Paperbacks, Setembro 2006, pág. 285.

  34. Entrevista de Peter Aldhous a J. Craig Venter, New Scientist, Issue #2626, 20 de Outubro de 2007, págs. 56-57.

  35. Ver News Release, “Patenting Pandora’s Bug: Goodbye, Dolly...Hello, Synthia! J. Craig Venter Institute Seeks Monopoly Patents on the World's First-Ever Human-Made Life Form,” ETC Group, 7 de Junho de 2007, e historial anexo. Na internet: http://www.etcgroup.org/en/materials/publications.html?pub_id=631. Ver também, ETC Group News Release, “Extreme Monopoly: Venter’s Team Makes Vast Patent Grab on Synthetic Genomics,” 8 de Dezembro de 2007, disponível na internet: http://www.etcgroup.org/en/materials/publications.html?pub_id=665.

  36. A carta aberta, datada de 19 de Maio de 2006, está disponível aqui: http://www.etcgroup.org/en/materials/publications.html?pub_id=8.

  37. Helena Paul e Almuth Ernsting, “Second Generation Biofuels: An Unproven Future Technology with Unknown Risks,” disponível na internet: http://www.biofuelwatch.org.uk/inf_paper_2g-bfs.pdf. Ver também: “Agrofuels: Towards a reality check in nine key areas,” Junho de 2007, págs. 13-16, disponível na internet: http://www.econexus.info/. Ver “Peak Soil: Why cellulosic ethanol, biofuels are unsustainable and a threat to America,” de Alice Friedemann, 10 de Abril de 2007. Na internet: http://www.energybulletin.net/28610.html.

  38. O Serviço de Investigação Agrícola do Departamento de Agricultura dos EUA está a conduzir um projecto de cinco anos para estudar o impacto da remoção de resíduos no solo para produção de biocombustível. Ver: http://www.ars.usda.gov/research/projects/projects.htm?accn_no=410653.

  39. Norm Alster, “On the Ethanol Bandwagon, Big Names and Big Risks,” New York Times, 26 de Março de 2006.

Texto da autoria do ETC Group publicado em Dezembro de 2007. Tradução de Alexandre Leite para a Tlaxcala.

Ver Parte 1

publicado por Alexandre Leite às 19:53
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