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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Nakba há 60 anos

 

Neste tristíssimo e trágico aniversário, as forças de segurança da Autoridade Palestiniana e a Guarda Presidencial enviadas para a ‘província’ de Jenin pelo Primeiro-Ministro Salam Fayyad e pelo Presidente Mahmud Abbas, com o General Thiyab al-Ali no comando geral, ainda estão a tentar encontrar e “neutralizar” todos os combatentes e organizações da zona que ainda resistam à ocupação de Israel.


Na terça-feira, as forças de segurança de Abbas patrulhavam o mercado principal de Qabatia. Juntou-se um grupo de jovens e atiraram pedras às forças de segurança da AP que imediatamente abriram fogo para as dispersar. Como resultado, Momin Fawwaz Kmeil (21 anos) foi ferido com duas balas na cabeça. Foi levado para o hospital El-Razi em Jenin e depois transferido para Nablus.

Entretanto, durante os últimos sete dias, as forças de ocupação israelitas mataram 9 palestinianos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia e feriram outros 35, incluindo 6 crianças e uma mulher. Três das vítimas foram executadas extrajudicialmente no sul de Gaza.


A primeira execução extrajudicial aconteceu em Rafah, onde dois combatentes das Brigadas al-Quds [1] foram mortos e um terceiro foi ferido. No mesmo incidente foram também feridos três civis, dois deles crianças. No dia seguinte, um activista das Brigadas Izziddin al Qassam [2] foi executado extrajudicialmente em Rafah. Um avião de combate israelita disparou um míssil contra o activista quando ele caminhava pela rua. Uma criança que estava perto também foi atingida.

No passado domingo, o dia depois de Abbas ter enviado forças para pacificar a área de Jenin, o exército israelita matou um civil palestiniano e feriu cinco outros durante uma incursão na aldeia de Khuza, a leste de Khan Yunis. Na segunda-feira, os israelitas mataram um activista das Brigadas Izziddin al-Qassam e feriram um outro em Beit Lahia, no norte de Gaza. Os israelitas dispararam um míssil terra-terra contra os activistas. No dia seguinte, os israelitas mataram uma mulher palestiniana e um activista da resistência. Também feriram 4 civis, incluindo duas crianças, durante a incursão na localidade de Abassan, a leste de Khan Yunis.

Durante a semana passada o exército israelita efectuou pelo menos 43 incursões militares em comunidades palestinianas na Cisjordânia e prendeu 100 civis palestinianos, incluindo 15 crianças. Os israelitas também fizeram um raide a uma fábrica de costura pertencente a uma instituição islâmica de caridade em Hebron e fecharam-na por três anos.

Em Gaza, as forças de ocupação conduziram cinco incursões em comunidades palestinianas e destruíram mais de 460 dunums [3] de terra agrícola, destruindo ao mesmo tempo cinco estufas, nove aviários e 23 casas. Para além disso, 540 civis palestinianos foram presos e outros 52 ficaram detidos para interrogatório.

Em Gaza, o criminoso encerramento de todas as fronteiras continua 18 meses passados. O cerco israelita à Faixa de Gaza tem tido um impacto desastroso sobre a situação humanitária e violou os direitos humanos, económicos e sociais de 1,5 milhões de civis palestinianos, para não mencionar os direitos a condições de vida decentes, à saúde e à educação. O cerco também fez tombar a economia e trouxe tempos difíceis e miséria a toda a população. Talvez estas sejam algumas das razões para que os judeus ultra-religiosos e os ciosos sionistas celebrem.

Israel Militar

Autor: Deng Coy Miel, Singapore

As ruas de Gaza estão vazias, e a vida diária está quase paralisada. Há duas semanas atrás, a UNWRA foi forçada a suspender a ajuda alimentar a mais de 650 mil refugiados por causa da falta de combustíveis. A centenas de pacientes foi negado o acesso a cuidados médicos fora de Gaza. Muitos estudantes universitários e do ensino secundário não têm conseguido chegar aos seus centros de aprendizagem devido à extraordinária procura dos transportes públicos. Só 15% dos transportes públicos estão operacionais, devido à falta de combustível. Foi interrompido o funcionamento de 15 poços e pelo menos 100 000 pessoas em Gaza enfrentam agora severas dificuldades pela falta de água potável. Pelo menos 40 000 litros de esgotos não tratados foram bombeados para o mar diariamente porque doze estações de tratamento de esgotos ficaram sem reservas de combustível para funcionar na sua capacidade total. A pobreza e o desemprego subiram consideravelmente.


Na Faixa de Gaza, os colonos israelitas continuaram a atacar civis e propriedades palestinianas todos os dias, contrariando todos os códigos morais e legais. Nos últimos dias, as forças de ocupação anunciaram que pretendem expandir o colonato “Har Brakha”, a sul de Nablus. O plano inclui a construção de várias habitações em 229 donums de terra que pertence à localidade de Bouring. Na passada sexta-feira, mais de 15 colonos armados israelitas atacaram uma família palestiniana na zona de al-Teera, a oeste de Ranallah. No mesmo dia, colonos armados com paus e pedras atacaram alguns palestinianos em Tawani, a sul de Hebron. Vários membros do Movimento de Solidariedade Internacional (ISM) chegaram a proteger civis e foram também atacados quando os colonos chamaram reforços. Um civil e dois activistas do ISM foram feridos. No domingo, um número de colonos israelitas do colonato de Yits’har, a sul de Nablus, atacou a casa que pertence a Jemal Yousef Saleh na aldeia vizinha de Assira. Os colonos incendiaram as colheitas e apedrejaram a casa. Outros habitantes locais vieram em ajuda de Jemal e da sua família e foram também atacados.

E mesmo assim, o Primeiro-Ministro Salam Fayyad, o Presidente Mahmud Abbas e o General Thiyab al-Ali têm as suas forças de segurança e os Guardas Presidenciais, treinados pelos EUA, na zona de Jenin a combater aqueles que se opõem à ocupação israelita das terras palestinianas.


Notas:
[1] O braço armado da Jihad Islâmica
[2] O braço armado do Hamas
[3] 1 dunum = 1 000 metros quadrados

 

 

Texto de Ernesto Páramo publicado a 8 de Maio de 2008 na Tlaxcala. Tradução de Alexandre Leite.

publicado por Alexandre Leite às 20:00
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