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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Governos de esquerda declaram o fim do capitalismo e propõem novo modelo

Os governos de tendência esquerdista da América Latina, entre eles Equador, Nicarágua, Bolívia, aos que se juntaram outros, declararam o fim do capitalismo e reclamaram um modelo económico alternativo, em contraste com a postura de outros países de pendor relativamente moderado, na XVIII Cimeira Ibero-Americana.

As posturas dos governos como México, Brasil e Espanha contrastaram com as posições contrárias ao neoliberalismo, como a dos presidentes do Equador, Rafael Correa; da Bolívia, Evo Morales; da Nicarágua, Daniel Ortega e da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que propuseram um novo modelo solidário de integração.

Correa pediu para "deitarem ao lixo" as instituições financeiras actuais.

O Mandatário da Bolívia afirmou que seria um equívoco salvar o capitalismo que provocou uma crise mundial financeira, alimentar, energética e inclusive alterações climáticas.


Correa, Arias, Morales

Da esquerda para a direita: Rafael Correa, Presidente do Equador, Oscar Arias, Presidente da Costa Rica e Evo Morales, Presidente da Bolívia.

Foto de http://www.iberoelsalvador.org.sv

O presidente do Equador rejeitou a visão de "remendar o sistema vigente" e reformar as instituições de Bretton Woods e assinalou que se devem deixar para trás "quanto antes" organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) "que não serviram para nada", publicou o jornal ABC de Espanha.

Assinalou que há que substituí-las por um novo sistema regional e propôs um fundo de reservas comum que sirva de "preâmbulo de um banco central regional" independente dos países desenvolvidos, e um sistema monetário comum, diferente do dólar, para intercâmbios regionais.

Por seu lado Evo Morales também afirmou que pensar em salvar o capitalismo seria um equívoco.

"Eu sinto que o capitalismo não é nenhuma solução. Não se trata de salvar o capitalismo. O que é que nos diz o capitalismo? Quando ganham, deixem-nos ganhar, quando perdem, salvem-nos, mas salvam-nos à custa dos pobres", afirmou.

Por seu lado, Ortega afirmou que o modelo de desenvolvimento do capitalismo "fracassou" pelo que propôs fortalecer a unidade e integração regional.

"O capitalismo converteu-se no maior inimigo do capitalismo", disse.

A presidente da Argentina assinalou que se devem discutir "novos paradigmas" e fazer uma reformulação de acordos "que tiveram lugar num mundo que já não existe".

Contraste

Antes disso as maiores economias da região tinham exigido reformas ao actual sistema financeiro com maiores regulações e supervisão e uma participação mais activa das economias emergentes nas decisões financeiras mundiais.

Entre os defensores desta postura estiveram a presidente do Chile, Michelle Bachelet, o presidente do México, Felipe Calderón, o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e o presidente da Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que falaram de impulsionar o comércio regional e os investimentos, entre as acções para sair da crise.

Rodríguez Zapatero disse que "é necessário refundar os mecanismos de governação global com maior participação dos países em desenvolvimento".

Enquanto que Calderón pediu uma nova ordem económica internacional com um desenho equilibrado entre o mercado e o Estado.

 

 

Texto publicado na Agência Boliviana de Informação a 31/10/2008. Tradução de Alexandre Leite para a Tlaxcala.

publicado por Alexandre Leite às 12:00
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