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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011

Torres Gémeas: o derrube das mentiras

Qualquer pessoa que tenha dúvidas sobre o colapso das Torres Gémeas no dia 11 de Setembro de 2001 conhece a síndroma. Os seus amigos perguntam-lhe invariavelmente: então tu acreditas na teoria da conspiração?

 

E aqui é onde não se deve fraquejar. As dúvidas são sobre o colapso. Não há que sair nem um ápice desse terreno: o derrube das Torres Gémeas e do arranha-céus WTC 7 (de 47 andares, que não foi atingido pelos aviões) não obteve uma explicação adequada. Não se pode perder isso de vista. E as discussões sobre conspirações não ajudam em nada a esclarecer a forma e velocidade desse mesmo colapso.

 

Este é o ponto central sobre o qual se concentra a análise dos membros da organização Arquitectos e Engenheiros pela Verdade do 11 de Setembro. Qualquer pessoa pode examinar o volumoso conjunto de provas que essa organização reuniu no seu sítio da internet, www.ae911truth.org. Já 1549 engenheiros, arquitectos e físicos estado-unidenses assinaram uma petição que reclama uma investigação séria sobre o que se passou nesse dia em Manhattan. Ninguém pode deixar de dar uma vista de olhos a esse material no portal.

 

Tudo isto merece uma explicação mais detalhada. Os aviões que se despenharam contra as Torres Gémeas provocaram uma forte explosão e um grande incêndio. Os relatórios oficiais das agências estado-unidenses limitam-se a examinar o que aconteceu aos edifícios no tempo transcorrido entre o impacto dos aviões e o início do colapso. Uma vez começado o derrube das Torres Gémeas, os relatórios abandonam o relato.

 

Desta forma, parece que ao se falar sobre os impactos e sobre o incêndio que se lhes seguiu, se esgotou o tema e já não é necessário continuar a análise. Os relatórios do Instituto de Normas e Tecnologia, NIST, da Agência de Gestão de Emergências, FEMA, e da Comissão Especial nomeada pelo então presidente Bush apresentam diferenças. Mas coincidem em concluir que os incêndios não fundiram a estrutura de aço, e que o impacto e o fogo debilitaram a estrutura dos andares directamente afectados, fazendo com que cedessem e com que os edifícios caíssem. Até agora tem sido a sua explicação.

 

Mas o essencial é isto: os relatórios não dizem nada sobre a forma como se desenvolve o colapso das Torres Gémeas ou do edifício WTC 7. Entre outras coisas, não explicam por que razão os três edifícios desabaram à velocidade de uma queda livre. São bem evidentes os vídeos dos três desabamentos. Nos três casos, o colapso acontece como se entre os andares superiores e o rés-do-chão não houvesse nada a oferecer resistência. Isso é una anomalia que surpreende qualquer arquitecto ou engenheiro. As estruturas de aço dos andares inferiores estão feitas para resistir e estavam intactas depois do impacto dos aviões. Tinham de oferecer resistência. Os relatórios oficiais não dizem nada sobre isto.

 

Por outro lado, as duas Torres Gémeas eram compostas por várias centenas de milhares de toneladas de cimento que foram pulverizadas com o derrube. Os engenheiros, físicos e arquitectos que examinaram as provas depois do colapso sabem bem que, atirando um bloco de cimento de uma altura de cem andares, ele se vai despedaçar. Mas não se vai pulverizar. Para isso é necessária uma fonte de energia adicional. Poderiam os andares superiores comprimir e pulverizar o cimento dos andares inferiores? A resposta é negativa: se os andares superiores tivessem comprimido os andares inferiores, provocando a pulverização, a queda não teria acontecido à velocidade gravitacional.

 

Como foi eliminada a resistência dos andares inferiores permitindo o colapso em queda livre? De onde saiu a energia que permitiu pulverizar as centenas de milhares de toneladas de cimento das duas torres? Essas duas perguntas carecem de resposta oficial. Vários estudos sérios apontam numa direcção: explosivos.

 

11 de Setembro

 

 Cartoon de RJ Matson, The New York Observer

 

Não se tratam de explosivos convencionais, como os usados em qualquer demolição controlada. A análise de amostras de pó e de fragmentos das construções revela a presença de microesferas de ferro fundido e alumínio, testemunho de reacções com o explosivo incendiário termite. Vários estudos sobre amostras de pó concluem sobre a presença estilhaços com compostos de nanotermite (partículas de óxido ferroso incrustadas numa matriz rica em carbono). Tudo isso indica, segundo esses estudos, que estiveram presentes explosivos não convencionais nos eventos de 11 de Setembro e que eles poderiam ter eliminado a resistência dos andares inferiores, explicando assim a velocidade de queda livre do colapso.

 

O governo mais mentiroso na história dos Estados Unidos colocou sobre a mesa três relatórios para "esclarecer" o que tinha acontecido no dia 11 de Setembro de 2001. O que eles dizem é muito simples. Esse dia é realmente histórico porque se quebraram as leis mais elementares da física.

 

 

Texto de Alejandro Nadal publicado no jornal mexicano La Jornada a 7 de Setembro de 2011. Tradução de Alexandre Leite para a Infoalternativa.

publicado por Alexandre Leite às 13:00
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