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Quarta-feira, 17 de Julho de 2013

Onze teses sobre o capitalismo atual

1. Tudo é competição: desde o terreno desportivo da Champions League até aos pratos preparados no MasterChef, passando pela Operação Triunfo e programas televisivos sobre como conseguir uma namorada ou deixar de estar gordo, a vida apresenta-se como uma pura competição, com vencedores e perdedores.

 

2. Devido a que as regras do jogo são iguais para todos, é responsabilidade individual de cada um o que lhe acontece na sua vida: desde o seu desemprego, passando pela sua doença ou a sua casa, tudo depende das escolhas acertadas ou erróneas que faça.

 

3. Esse indivíduo como ator racional que dirige a sua vida com mais ou menos tino é o que deve atuar como homo economicus no sistema social mediante os seus atos de consumo no mercado livre. As noções de política e de cidadão com direitos desaparecem.

 

4. O dinheiro é a materialização do bem comum: todos os nossos atos e eventos que sucedem nas nossas vidas podem duplicar-se em somas quantificáveis de dinheiro. Desde a fiança que paga um criminoso, até à amnistia fiscal, passando pelo pagamento de um seguro de vida, tudo é quantificável e permutável. Desde que se posso pagar a permuta em dinheiro, pode-se fazer qualquer coisa, por perniciosa que seja.

Capitalismo Mercadoria Cartoon de Angel Boligan, El Universal, México

 

5. Só importa a legalidade, não a ética. Pode fazer-se qualquer coisa desde que seja dentro da lei. Nesta lógica, os diretores de fundos falidos receberem indeminizações ou o Mr. Adelson abrir a Eurovegas [um projeto imobiliário em Espanha] forçando alterações da legislação estatal, são coisas perfeitamente assumíveis.

 

6. Os dois pilares fundamentais que apoiam as corporações acutais são o departamento de marketing (vender fumo) e o legal (defender o fumo).

 

7. É a era da fome generalizada, fome fisiológica dos que não têm que comer e fome compulsiva dos que não podem deixar de consumir.

 

8. Passagem do estado de bem-estar ao estado penal: o governo desaparece como garante dos direitos fundamentais para simplesmente velar pela segurança dos atores racionais na sua lida diária. Enquanto se destrói a rede de solidariedade e apoio entre indivíduos, a presença de um governo sólido e resolutivo mostra-se mediante a lei e a ordem nas ruas.

 

9. Propagação do medo generalizado: indivíduos atomizados, deixados à mera responsabilidade individual em competição feroz com os demais, confiarão na sua propriedade pessoal (casa como refúgio) e desconfiarão de esferas comunais não reguladas (a rua como espaço público ameaçador), tornando necessária mais intervenção do estado penal.

 

10. A velocidade crescente da imediatez, desde o último caso de corrupção, à última relação amorosa do famoso de turno ou à última serie de êxito. Isto impede a reflexão, impede tomar um certo tempo e distância para gerar uma certa mentalidade crítica.

 

11. O positivismo ao máximo: se não és feliz é porque não te esforças o necessário.

 

Nota: As ideias expressadas nas teses não são originais do próprio autor. Simplesmente representam uma tentativa de ordenar uma série de pensamentos expressados por autores muito diversos, desde Marx a Wacquant, desde Virilio a Bourdieu, desde Brohm a Alba Rico.

 

Texto de Raúl Sánchez García publicado na Rebelion a 16 de Julho de 2013. Tradução de Alexandre Leite.

publicado por Alexandre Leite às 19:00
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