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Segunda-feira, 26 de Agosto de 2013

Golpe de Estado

 O povo americano sofreu um golpe de Estado mas está hesitante em reconhecer isso. O regime que governa Washington atualmente tem falta de legitimidade constitucional e legal. Os americanos são governados por usurpadores que afirmam que o poder executivo está acima da lei e que a Constituição é um “pedaço de papel.”

Um governo inconstitucional é um governo ilegítimo. O juramento de fidelidade requer uma defesa da Constituição “contra todos os inimigos, externos e internos.” Como deixaram bem claro os Pais Fundadores, o principal inimigo da Constituição é o próprio governo. O poder não gosta de ser limitado ou amarrado e trabalha constantemente para se libertar de restrições.

A base do regime de Washington não passa de poderes usurpados. O Regime Obama, tal como o Regime Bush/Cheney, não tem legitimidade. Os americanos são oprimidos por um governo ilegítimo em funções, não pela lei e pela Constituição, mas por mentiras e força bruta. Os que estão no governo olham para a Constituição dos EUA como uma “corrente que prende as nossas mãos.”

O regime sul-africano de apartheid tinha mais legitimidade do que o regime de Washington. O regime de apartheid de Israel na Palestina é mais legítimo. Os talibãs são mais legítimos. Muammar Kaddafi e Saddam Hussein eram mais legítimos.

 

A única proteção constitucional que ainda está de pé no regime Bush/Obama é a Segunda Emenda, uma emenda insignificante considerando a disparidade de armamento entre Washington e o que é permitido aos cidadãos. Nenhum cidadão armado com uma espingarda se pode proteger e à sua família de um dos 2700 tanques do Departamento de Segurança Interna, ou de um drone [veículo aéreo telecomandado não tripulado], ou de uma de uma força especial fortemente armada e com coletes à prova de bala.

Tal como os servos medievais, os cidadãos americanos podem ser detidos sob a autoridade de um qualquer desconhecido a trabalhar para o governo e levados para uma masmorra, sujeitos a tortura, sem que seja apresentada alguma prova num tribunal nem sejam dadas informações aos seus parentes mais próximos. Ou podem ser colocados sem explicação numa lista que restringe o seu direito a viajar de avião. Qualquer comunicação de qualquer americano, excetuando uma conversa cara a cara em zonas sem escutas, é intercetada e gravada pela Agência Nacional ‘Stasi’, podendo serem reunidas frases que produzam um “extremista doméstico.”

 

Se enviar o cidadão para uma masmorra der muita confusão, o cidadão pode simplesmente ser trucidado por um míssil lançado por um drone. Não são necessárias explicações.

Para o tirano Obama, o ser humano exterminado é apenas um nome numa lista.

O presidente dos Estados Unidos declarou que possui estes direitos proibidos pela constituição, e que o seu regime os usou para oprimir e assassinar cidadãos norte-americanos. É do conhecimento público que o presidente alega que a sua vontade é superior à lei e à Constituição. No entanto, não há nenhuma exigência de demissão. O Congresso está prostrado. Os servos são obedientes.

De entre as pessoas que ajudaram a transformar um presidente democraticamente auditável num César está John Yoo, que foi recompensado pela sua traição com o lugar de professor na Universidade da Califórnia, Berkeley, Escola de Direito de Boalt. O colega de traição de Yoo, Jay Scott Bybee foi recompensado com a nomeação como Juiz Federal do Tribunal de Recursos dos EUA do Nono Circuito. Temos agora um professor de direito de Berkeley a ensinar, e um juiz federal a decidir, que o poder executivo está acima da lei.

O golpe do poder executivo contra a América teve sucesso. A questão é: irá aguentar-se? Atualmente, os executores são um bando de mentirosos, criminosos e traidores. O mal do mundo parece concentrar-se em Washington.

A resposta de Washington às revelações de Edward Snowden, que contrariando totalmente a lei nacional e a internacional, os EUA estarão a espiar todo o mundo, demonstrou a todos os países que Washington coloca o prazer da vingança acima dos direitos humanos.

Sob ordens de Washington, as suas marionetas europeias recusaram permitir que o avião presidencial da Bolívia, que transportava o presidente Morales, sobrevoasse os seus países e fosse forçado a aterrar na Áustria e revistado. Washington pensava que Edward Snowden podia estar a bordo do avião. Capturar Snowden era mais importante para Washington do que respeitar o direito internacional e a imunidade diplomática.

Quanto tempo faltará para que Washington ordene às suas marionetas do Reino Unido que capturem Julian Assange na embaixada do Equador em Londres e que o entreguem à CIA para ser torturado?

No dia 12 de Julho Snowden encontrou-se no aeroporto de Moscovo com organizações dos direitos humanos de todo o mundo. Ele afirmou que num exercício ilegal de poder por parte dos EUA, ele está impedido de viajar para qualquer um dos três países da América Latina que lhe ofereceram asilo. Por isso, Snowden disse que tinha aceitado as condições do presidente russo Putin e pediu asilo à Rússia.

Os americanos que não querem saber e os jovens que desconhecem o passado não sabem o que isto significa. Durante a minha vida profissional era a Rússia soviética que perseguia quem dizia a verdade e a América que lhes dava asilo e os tentava proteger. Atualmente é Washington que persegue os que dizem a verdade e a Rússia que os protege.

Os americanos, desta vez, não caíram na mentira dita por Washington de que Snowden é um traidor. As sondagens mostram que a maioria dos americanos vêm Snowden como um delator.

maning assange snowdenCartoon de Patrick Chappatte, The International Herald Tribune

 

Não são os EUA que são prejudicados pelas revelações de Snowden. São os elementos criminosos do governo dos EUA que derrubaram a democracia, a Constituição e o povo americano, que são os prejudicados. São os criminosos que tomaram o poder, e não o povo americano, que estão a pedir a cabeça de Snowden.

O regime de Obama, como o de Bush/Cheney, não tem legitimidade. Os americanos são oprimidos por um governo ilegítimo, não pela lei e pela Constituição, mas com mentiras e força bruta.

Sob a tirania de Obama, não é apenas Snowden o alvo a exterminar, mas todos no país que digam a verdade. Foi o chefe do Departamento de Segurança Interna, Janet Napolitano, recentemente recompensado pelos seus serviços à tirania com uma nomeação para reitor da Universidade da Califórnia, que disse que a Segurança Interna redirecionou o seu foco dos terrorista muçulmanos para os “extremistas internos”, uma definição vaga e elástica que pode facilmente incluir alguns que dizem verdades como Bradley Manning e Edward Snowden e que embaraçam o governo revelando os seus crimes. Os criminosos que tomaram ilegitimamente o poder em Washington não conseguem sobreviver a menos que a verdade possa ser suprimida e redefinida como traição.

Se os americanos consentirem o golpe de Estado eles estarão a colocar-se sob o jugo da tirania.

 

Texto de Paul Craig Roberts publicado na sua página a 13 de Julho de 2013. Tradução de Alexandre Leite.

publicado por Alexandre Leite às 12:00
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