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Segunda-feira, 7 de Outubro de 2013

A morte sem sentido de Miriam Carey

Desde as 2 horas da tarde de 3 de Outubro começou uma cobertura mediática continua em todos os meios de comunicação dominantes sobre a perseguição de um automóvel que aconteceu numa zona de alta segurança em Washington, D.C.  A perseguição foi feita a uma condutora que embateu contra as grades em frente da Casa Branca e do Capitólio. As câmaras televisivas focaram-se numa mobilização total da polícia metropolitana de D.C. e do Capitólio, bem como do FBI e outras agências federais.

Houve um sem fim de comentários sobre a ameaça à vida dos polícias, que estiveram sempre com as suas armas a postos, provocada por uma condutora que usou o seu carro como “uma arma”. Depois do carro ter embatido novamente e quando a condutora estava a sair, vários polícias dispararam repetidamente, matando a condutora.

A condutora era uma higienista oral de 34 anos, de seu nome Miriam Carey, de Stamford, Conn.  Foi atingida tantas vezes que demorou mais do que o normal para ser identificada. Esta afro-americana, mãe de um bebé de 13 meses – que também estaria na viatura – tinha perdido o emprego em 2012.  A sua família e o seu namorado disseram que ela estava a tomar medicação para a esquizofrenia, desordem bipolar e depressão pós-parto.

 

Miriam Carey, Casa Branca

 

Quando saiu do automóvel para o seu último suspiro, não trazia nenhuma arma. Muito se falou sobre a ameaça a que a polícia esteve sujeita, mas apenas dois polícias ficaram ligeiramente feridos.

Durante todo o dia, a imprensa especulou sobre se isto teria sido um atentado terrorista ou se era alguém que estava contra o encerramento do governo, que entrava no seu terceiro dia a 3 de Outubro. Uma questão que os meios de comunicação não fizeram foi por que é a polícia não disparou contra os pneus em vez de disparar contra Carey?

Depois de Carey estar morta, disseram que o incidente era um caso “isolado”.

Mas será que foi mesmo um incidente isolado? Nem por isso. Há muitos casos, e mais ainda haverá, de pessoas que sofrem de doenças mentais e que, em vez de receberem o tratamento adequado que merecem por serem membros da nossa Humanidade, são enviados para prisões. Uma reportagem da National Public Radio estima esse número em 350 mil.

Esta falta de tratamento é devida ao encerramento sistemático de hospitais que se soma ao desemprego, a salários baixos, falta de habitações, cortes mortíferos na ajuda alimentar, etc. Tudo isso leva muita gente a comportamentos antissociais porque todas as possíveis saídas positivas de terem uma vida saudável foram tapadas por um sistema guiado pelo lucro que está agora em crise. Tem-se falado muito sobre o Obamacare [possível criação de um serviço de saúde público], mas entretanto há milhões de pessoas, especialmente afro-americanos, indocumentados, e os pobres em geral, que continuam sem nenhum serviço ou seguro de saúde.

Há outros, que como Miriam Carey, por causa do seu comportamento errático, mesmo que não seja ameaçador, tombaram à mercê de uma mentalidade de atirar a matar por parte da polícia e outras forças repressivas a nível local, estadual e federal. Esses presos e essas vítimas são muitíssimos mais do que a mão cheia de pessoas com doença mental que representaram de facto uma ameaça. E essas ameaças – pensem nos recentes massacres – podiam ter sido evitadas se esses indivíduos tivessem recebido adequado tratamento de saúde mental.

Miriam Carey não merece ser diabolizada. Ela não exibiu um comportamento criminoso. O comportamento errático que possa ter demonstrado não justifica a sua chacina. O comportamento criminoso pretence à polícia e aos meios de comunicação das grandes corporações que defendem os actos dos polícias quando se trata de proteger a propriedade privada do status quo e dos seus políticos fantoches.  Entretanto, outra criança perdeu a sua mãe num instante de violência estatal sem sentido.

 

Texto de Monica Moorhead publicado na Workers World a 4 de Outubro de 2013. Tradução de Alexandre Leite.

publicado por Alexandre Leite às 19:00
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