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Domingo, 10 de Dezembro de 2006

EUA, (mais uma vez) fazem uma chamada às armas

"Um cessar-fogo que mantenha o status quo intacto, é absolutamente inaceitável. Um cessar-fogo que deixe intacta, alguma infra-estrutura terrorista, é inaceitável." - Tony Snow, Porta-voz da Casa Branca, 18/7/2006 (ver "O imperialismo Americano quer guerra")

 

Uma coisa parece estar clara neste momento, no que toca às acções de Israel, é serem os Estados Unidos quem manobra. Eu julgo que isto faz calar todos os indivíduos iludidos da "esquerda", que subscrevem a ideia falaciosa usualmente chamada de "a cauda a abanar o cão".

 

Que ninguém se iluda sobre quem está a manobrar os fios.

 

"Os EUA estão a dar a Israel uma janela de uma semana para infligir o máximo de danos ao Hezbollah, antes de dar o sim os apelos internacionais para um cessar-fogo no Líbano, de acordo com fontes Britânicas, Europeias e Israelitas."

 

“A administração Bush, apoiada pela Grã-Bretanha, bloqueou as tentativas de uma imediata paragem dos combates, iniciadas no Conselho de Segurança da ONU, na cimeira do G8 em S.Petersburgo e pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros Europeus.”

 

“É claro que os Americanos deram a luz verde aos Israelitas. Eles [os ataques Israelitas] serão permitidos durante talvez mais uma semana", disse ontem um oficial responsável Europeu. Fontes diplomáticas disseram que havia um claro limite temporal, parcialmente ditado pelo medo que um conflito prolongado pudesse descontrolar-se" - "Bush deu 'luz verde' a um ataque limitado, dizem fontes do Reino Unido e de Israel", jornal "The Guardian", 17/7/2006

 

Falhanço no Iraque, falhanço nos Territórios Ocupados e falhanço no Afeganistão levaram inevitavelmente à única opção que sobrava ao imperialismo Americano, a total desestabilização do Médio Oriente.

 

Os EUA, incapazes de levar isto a cabo por si próprios ou com os seus chamados aliados, deram instruções a Israel para fazer o trabalho sujo, em vez deles. Uma missão que estão demasiado dispostos a cumprir, e que falharam duas vezes.

 

Estando de fora, temos de nos questionar que motivações levaram o Hezbollah a confrontar Israel neste momento crítico. No melhor dos casos, terá sido apenas um mau planeamento, no pior, será pouco credível sugerir que o Hezbollah esteja infiltrado com agentes provocadores? No fundo, eles deram uma desculpa para atacar aos EUA e a Israel. (Isto pode não ser uma ideia assim tão rebuscada, vejam "Página da internet do Hezbollah alojada numa empresa subcontratada da defesa dos EUA?”, para saberem mais).

 

Seja como for, a criação do caos total permite aos EUA - habilmente apoiados pelos grandes meios de comunicação, um pré-requisito absoluto, se for para levar as populações internas numa histeria à volta das alegadas "infra-estruturas terroristas", para não mencionar o apoio cego dado ao estado Sionista - em primeiro lugar, destruir o obstáculo que faltava para resolver o "problema Palestiniano".

 

Isto deixa a Síria totalmente isolada e sem força suficiente para a máquina militar Israelita. Quanto tempo faltará para que ceda às exigências dos EUA ou arrisque a invasão? E quem é que vai vir a correr, ajudar a Síria? O Irão? Nem sonhem.

 

Isto explica o porquê dos EUA e Reino Unido estarem essencialmente a dizer, "continuem a bombardear até não restar mais nada do Líbano". Por que outra razão está Israel a destruir a capacidade industrial do Líbano, incluindo a produção fulcral de alimentos e medicamentos, tendo já destruído a sua infra-estrutura de transporte?

 

"Israel mudou de linha na sua campanha militar contra o Líbano na Segunda e Terça-Feira, lançando uma série ataques aéreos debilitantes contra fábricas de propriedade privada por todo o país, provocando um choque devastador a uma economia já de si paralisada por uma semana de ataques a zonas residenciais e infra-estruturas cruciais.

As instalações de produção, de pelo menos cinco empresas em sectores chave, incluindo a maior quinta de produção de leite do país, a Liban Lait, uma fábrica de produção de papel, uma firma de embalagem e uma indústria farmacêutica, foram desactivadas ou completamente destruídas. Fontes da indústria dizem que estas perdas irão afectar a economia nas próximas décadas.” -Os últimos alvos dos ataques aéreos: leite e medicamentos, por Lysandra Ohrstrom, do jornal “Daily Star”, 19/7/2006

 

Não há maneira de descrever isto como “infra-estruturas terroristas”! O objectivo é claro: reduzir o Líbano a um “estado falhado”. Sem dúvida, num curto prazo, o governo Libanês irá colapsar e será instalado um “protectorado”, como no Kosovo, que é onde a UE e a NATO podem ser usados.

 

Isto vai deixar o Hezbollah completamente isolado. Só vai faltar uma operação de “limpeza” nos Territórios Ocupados. Assim que o “problema” Palestiniano for resolvido, o foco passará a ser o Irão. Pelo menos é esta a teoria.

Nesta crise, a única coisa que pode inibir este terrível cenário, é a população da Europa e dos Estados Unidos, e parece haver pouca probabilidade de isso acontecer.

 

Ver também Israel — O mensageiro mortífero da América, por Shmuel Rosner 19/7/06

 

 

 

Texto de William Bowles, publicado a 19/7/2006 em  http://www.williambowles.info/ini/2006/0706/ini-0438.html, e traduzido por Alexandre Leite.

 

 

 

publicado por Alexandre Leite às 18:36
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