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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

A militarização das fábricas da Coca-Cola na Colômbia

No dia 21 de Dezembro passado denunciámos que, com a autorização da Coca-Cola, membros da Polícia Nacional entraram violentamente nas instalações de engarrafamento em Medellín com tanques blindados, com escudos e armas, disparando gases químicos, com a finalidade de intimidar e pressionar os trabalhadores subcontratados que estavam em greve. O conflicto laboral foi militarizado e os trabalhadores obrigados a abandonar o protesto e a aceitar o compromisso verbal da multinacional de resolver o conflito. Simultaneamente foram notificados do despedimento. Desde esse momento, a polícia permanece dentro da fábrica da Coca-Cola, 24 horas por dia, aterrorizando os trabalhadores.

Não nos causa estranheza o incumprimento dos compromissos da multinacional nem a sua estreita relação com a força pública. Não é a primeira ocasião que evidencia a utilização da polícia nacional para reprimir, coagir e aterrorizar os trabalhadores que reclamam o respeito pelos seus direitos. A Coca-Cola sempre fez gala de utilizar o terror para obter melhores benefícios nos seus negócios…..quanto mais terror, mais benefícios para os seus accionistas e melhor vida para os donos da empresa.

Pouco a pouco fica evidente por que razão esta multinacional gringa realizou a sua assembleia de accionistas no passado dia 8 de Fevereiro de 2010 no forte militar de Tolemaida (Centro Nacional de Treino Cenae) no município de Melgar Tolima. Vale a pena recordar que Tolemaida é uma das bases militares dos Estados Unidos no nosso território, a partir das quais não apenas se atenta contra a soberania nacional, mas também contra a segurança dos povos da América.

Muito engraçado!.. Agora as instalações da Coca-Cola não são só fábricas de engarrafamento mas também quartéis da polícia…

 

 

Vídeo sobre a greve na fábrica da Coca-Cola, na Colômbia, de 17 e 18 de Dezembro de 2010.

 

 

 

Uma funcionária do Ministério da Protecção Social enganou os concessionários‏ em conluio com a Coca-Cola em Medellín

 

A funcionária do Ministério da Protecção Social foi convocada pela empresa Coca-Cola para enganar os concessionários violando o artigo 38 da Constituição Política da Colômbia ao lhes dizer que por terem um contrato comercial não podiam ser membros do Sinaltrainal [Sindicato Nacional de Trabalhadores do Sistema Agro-Alimentar], que o único que podiam fazer era criar um sindicato desse ramo. E nisso se apoiou a empresa para reunir todo o pessoal da Coca-Cola para lhe manifestar que a Sinaltrainal tinha enganado os concessionários e os seus trabalhadores, sabendo que esta mesma funcionária tem conhecimento de que os trabalhadores da Holasa (empresa de embalagens de lata para produtos alimentares) que são afiliados do Sinaltrainal. Aqui nos damos conta que sempre o Ministério da Protecção Social está ao serviço do patronato e não do trabalhador para o qual esse ministério foi criado. Esta funcionária deve ser investigada pela procuradoria e denunciada a nível internacional.

 

 

Texto do Sinaltrainal publicado na Prensa Rural a 27 de Dezembro de 2010. Tradução de Alexandre Leite para a Informação Alternativa.

publicado por Alexandre Leite às 12:00
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Paremos o Genocídio na Colômbia

COORDENADORA ANDINA DE ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS - CAOI

Bolívia, Equador, Peru, Colômbia, Chile, Argentina

 

PAREMOS O GENOCÍDIO NA COLÔMBIA

Nos últimos 15 dias foram assassinados 19 indígenas

 

A Coordenadora Andina de Organizações Indígenas, CAOI, alerta a comunidade internacional que o Estado colombiano, administrado pelo governo de Álvaro Uribe, é responsável por um genocídio indígena. A repressão indiscriminada lançada contra os Povos Indígenas colombianos já causou 19 mortes em apenas quinze dias.

 

Articulados na Organização Nacional Indígena da Colômbia, ONIC, os Povos Indígenas deste país estão a desenvolver a Minga [1] de Resistência Indígena e Popular, para chamar a atenção do mundo sobre o atropelo dos seus direitos. O que eles propõem é "um apelo ao mundo para que os seus direitos sejam reconhecidos não só a nível formal mas que se convertam numa realidade". E o governo responde com a repressão e não os protege da acção dos grupos paramilitares.

 

A Minga de Resistência é uma resposta a este genocídio e atropelo dos seus direitos. E tem como actividade central as mobilizações pacíficas dos Povos Indígenas em todo o país. O governo de Uribe respondeu com a repressão, que forma parte da sistemática criminalização das exigências indígenas: incursões violentas nos seus territórios, estigmatização do seus líderes como terroristas, detenções, torturas, assassinatos, desaparecimentos e deslocações forçadas.

 

Todo isso já foi comprovado e denunciado pelo Tribunal Permanente dos Povos, que como resultado da sua Audiência sobre Genocídio Indígena realizada na reserva indígena [2] Kankuamo, Sierra Nevada de Santa Marta, Colômbia, nos dias 18 e 19 de Julho de 2008, emitiu uma Acusação que diz textualmente:

 

"Acusar o Estado colombiano e o governo de Álvaro Uribe Vélez, pelo cometimento de graves violações dos direitos colectivos e individuais dos Povos Indígenas da Colômbia, que se concretizam na implementação de políticas de extermínio, genocídio, etnocídio e deslocação dos Povos Indígenas".

 

A sistemática violação dos direitos indígenas é implementada para favorecer a expropriação dos seus territórios a fim de os entregar às multinacionais extractivas. Mais uma vez, se prova que os Estados Uninacionais estão ao serviço dos interesses das empresas transnacionais.

 

O mais grave é que se anuncia ainda mais repressão. ADVERTIMOS O MUNDO DE QUE HÁ UM MASSACRE EM AMADURECIMENTO NA COLÔMBIA E QUE DEVEMOS PARÁ-LO.

 

A CAOI apela ao presidente colombiano Álvaro Uribe, para que cessem estes actos criminosos contra os Povos Indígenas. Assim como apelamos às organizações indígenas do continente, aos organismos de Direitos Humanos, aos fóruns internacionais (Comunidade Andina, UNASUR, OEA, ONU), a pronunciarem-se de imediato para parar o genocídio indígena na Colômbia, e assinalar que é responsabilidade do Governo colombiano proteger os direitos de todos.

 

Lima, 14 de Outubro de 2008.

 

Miguel Palacín Quispe

Coordenador Geral CAOI

 

[1] Uma minga, também chamada minka (na língua quechua) ou minca ou até mingaco, é uma tradição andina de trabalho colectivo com fins sociais. De origem pré-colombiana, esta tradição coloca o trabalho comum ao serviço de uma comunidade, de uma aldeia ou de uma família, em determinados momentos onde seja necessário um esforço importante: colheitas agrícolas, construções de edifícios públicos, mudanças. Ela é praticada em particular no Peru, no Equador, na Bolívia e no Chile. Existem práticas equivalentes noutros locais: no Haiti são chamadas koumbit (do francês 'coup de main'), nas ilhas Comores mranda (do francês 'rendez-moi service'), em Marrocos tawaza ou tawiza.(NdR)

[2] O termo 'resguardo' designa um território indígena no qual os habitantes são os proprietários colectivos, reconhecidos pelo Estado, nas antigas colónias espanholas das Américas; (NdR)

 

Texto publicado em www.minkandina.org a 14 de Outubro de 2008. Tradução de Alexandre Leite para a Tlaxcala.

publicado por Alexandre Leite às 19:00
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Todos os textos aqui publicados são traduções para português de originais noutras línguas. Deve ser consultado o texto original para confirmar a correcta tradução. Todos os artigos incluem a indicação da localização do texto original.

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