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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Não ver nenhum mal, não ouvir nada de mal, não dizer mal

  Sida, verdadeiramente o fardo do homem branco

 Não dizer mal

Foram precisas décadas para desmascarar a história do aparecimento da sida, e longe de ser uma ‘acção da natureza’, a verdadeira história das suas origens é uma história de ambição impiedosa, de rivalidades profissionais, interesses instalados, racismo e a arrogância e a indiferença da ‘raça superior’ relativamente aos outros seres humanos e aos nossos parentes mais próximos, os chimpanzés, centenas deles foram massacrados sem necessidade, alegadamente pela causa da ‘ciência’ e pelo nosso bem-estar.

 

É também a história do poder do capitalismo para subverter o intelecto e as emoções com expectativas de fama e fortuna. Juntem tudo e obtêm a receita para mais um desastre criado pelo Ocidente. É de admirar portanto, que o instalado negócio da medicina tenha cerrado fileiras numa demonstração de negação colectiva da ideia de que a fonte da sida não seja a hipótese da ‘ferida do caçador’ mas a própria ‘ciência’ Ocidental? [1]

 

Tivéssemos nós actuado imediatamente assim que soubemos que algo estava mal (os primeiros casos de sida fora identificados no Congo em 1960, e nos mesmos locais das vacinações), talvez as coisas tivessem sido completamente diferentes? Mas aqueles moribundos não tinham voz, ninguém que falasse por eles (e talvez essa seja mais uma razão para que o Congo, o Ruanda e o Burundi fossem escolhidos como local para a experiência).

 

Por outro lado, isso também nos diz muito sobre porque é que a investigação de Worobey [professor na Universidade do Arizona] não se focou em África, no laboratório Stanleyville e no campo de Lindj (os locais óbvios para começar uma investigação) mas no Haiti e em toda uma hipótese não consubstanciada de que um só habitante do Haiti teria sido o vector da sida nos EUA.

 

Que o Congo Belga tenha sido escolhido para local do primeiro teste em massa de uma vacina experimental da poliomielite, também diz muito sobre a atitude do Ocidente perante as pessoas de cor. Também devemos recordar que o Congo ainda era uma colónia da Bélgica na altura, e uma importante fonte de urânio para as armas nucleares dos EUA. Como disse um funcionário congolês do laboratório Stanleyville, nesse tempo, “não se questionavam [os seus capatazes coloniais].”

 

A história do aparecimento da doença mais mortal que alguma vez atingiu a humanidade, a sida, devia servir de lição para todos nós, especialmente aqueles que se intitulam cientistas do chamado mundo civilizado, pois o que fica claro é que nós produzimos uma doença que nos próximos 50 anos será talvez responsável pela morte de 100 milhões de pessoas, a maioria delas no mundo subdesenvolvido.

 

Há quem afirme (e não à toa) que o retrovírus da sida foi criado numa acção deliberada para exterminar pessoas de cor, se formos a ver, a história do colonialismo, por exemplo nas Américas, revela a infecção deliberada de populações indígenas com doenças como o sarampo, mas o que é revelado é algo de muito pior, pois é a história da negação, indiferença e mentiras completas sobre a forma como o Ocidente se comporta perante as pessoas de cor, usando-as como insignificantes cobaias.

O que temos como certo:

  • Que há uma correlação geográfica directa ente o aparecimento dos primeiros casos de sida no Congo (no início da década de 1960) e onde a experimentação da vacina oral viva de poliomielite foi pela primeira vez administrada a um milhão de crianças;
  • Que há uma correlação geográfica directa entre as primeiras ocorrências de sida em África depois do uso em massa da campanha de vacinação;
  • Que o homem responsável, Hilary Koprowski, mentiu sobre o uso de tecidos, sangue e órgãos de chimpanzés, na criação da vacina experimental (o que não está explicado é o porquê do uso de chimpanzés e não o de macacos);
  • Que se sabia na altura que quer a vacina de poliomielite viva Salk (injectada) e a vacina oral de poliomielite viva de Koprowski estavam contaminadas com um vírus desconhecido (na altura nomeado de ‘Vírus X’).

Testemunhas oculares dizem ter visto a matança de pelo menos 400 chimpanzés (e talvez mesmo 600) apesar de na altura se saber que a utilização de chimpanzés na criação de culturas de tecidos para vacinas humanas ser clinicamente desaconselhado. Koprowski negou mais tarde o uso de chimpanzés, e negou mesmo que tenham sido feitas culturas de tecidos no laboratório Stanleyville, argumentando que esse laboratório não estava equipado para produzir culturas de tecidos. Mas a prova é conclusiva, não apenas foram mortos centenas de chimpanzés para obter tecidos e órgãos, como alguns desses tecidos formados foram exportados para os EUA (para o NIH [Instituto Nacional de Saúde], algo que eles depois negaram).

De facto, em directa contradição com as evidências, Koprowski negou mais tarde que o laboratório Stanleyville estivesse equipado para preparar culturas de tecidos, mas uma das razões para a escolha daquele laboratório foi precisamente porque era um dos laboratórios mais bem equipados na África Central na altura (mais uma vez, indivíduos que trabalhavam na altura no laboratório, corroboram isto).

Estas e outras revelações foram expostas pela primeira vez por um intrépido jornalista, virado investigador, Edward Hooper, que tinha passado mais de dez anos a compilar a história, apesar de todo o tipo de obstáculos colocados no seu caminho pelo negócio médico estabelecido, incluindo ter sido forçado a retractar-se publicamente pelas suas afirmações, depois de uma apresentação que tinha feito na Royal Society no Reino Unido. [2]

Essa retractação foi feita por causa de outros investigadores afirmarem terem encontrado amostras do laboratório que não continham vestígios de VIH, uma afirmação que se provou mais tarde ser falsa porque as amostras não vieram de África, de facto, nem uma única amostra ou registo parece ter sobrevivido do laboratório Stanleyville original ou do campo Lindj a alguns 20 quilómetros de Stanleyville, subindo o rio.

Por isso, a não ser que tenha sido tudo (convenientemente) destruído, há registos e amostras de toda esta sórdida história guardados algures, mas eu sublinho que pessoas do laboratório Stanleyville disseram que “lhes era dito para não fazerem apontamentos”, uma prática inédita num laboratório científico que faz trabalhos experimentais. Então o que é que estão a tentar esconder? [3]

O outro factor importante aqui é porque é que as vacinas orais vivas da poliomielite apenas são usadas nos países em vias de desenvolvimento?

 Fontes oficiais dizem que a vacina causou a poliomielite na Nigéria 5 de Outubro, 2007
Um surto de poliomielite na Nigéria foi causado pela vacina que pretendia parar a doença, afirmaram responsáveis internacionais de saúde, deixando pelo menos 69 crianças paralisadas. O surto foi causado pelo vírus vivo da poliomielite que é usado nas vacinas administrada de forma oral, o método preferido em países em vias de desenvolvimento; no Ocidente, a vacina da poliomielite é dada na forma injectável que usa o vírus inactivo. O CDC [Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, nos EUA] e a Organização Mundial de Saúde divulgaram na semana passada a causa do surto, apesar de já a saberem desde ano passado. Já anteriormente ocorreram surtos causados pelos vírus vivos das vacinas orais. Os contínuos surtos nigerianos seguem-se a um boicote de um ano à vacina, no país mais populoso de África, por causa de medos ‘infundados’ de que a vacina seria um plano do Ocidente para esterilizar muçulmanos.” [4]

Uma razão é o custo inferior da vacina oral e a outra é o inferior custo da administração oral, isto apesar do facto de já desde 1960 se saber que as vacinas vivas são inerentemente perigosas porque é impossível produzir um soro vivo totalmente não adulterado, algo que Koprowski sabia na década de 1950, depois de vinte crianças ‘deficientes’ terem morrido nos EUA depois de ele ter testado secretamente uma vacina oral viva da poliomielite nessas crianças (como é que este homem consegue dormir descansado?).

 

Vacina Oral
Imagem retirada de www.polioeradication.org

Chegando aqui, já deve estar claro que há muitíssimo em jogo nisto, daí o enfoque dos meios de comunicação na ligação ‘haitiana’ de Worobey. Todo o ‘establishment’ médico Ocidental está aqui a ser julgado e isso explica a pressa em condenar um ‘único haitiano’ como a fonte da sida no Ocidente.

Se há uma conspiração ela será uma de silêncio, com todo o ‘establishment’ médico a cerrar fileiras quando ameaçado de exposição. O outro terrível resultado final é a completa perda de confiança na medicina preventiva, especialmente onde é mais precisa, no mundo em vias de desenvolvimento, como tragicamente demonstra o exemplo nigeriano.

Notas

1. A hipótese da ‘ferida do caçador’ (a mais aceite no Ocidente) sugere que um caçador africano contraiu o vírus através de uma ferida (claro, não podia ter sido um ‘caçador branco’, podia?) que se infectou com sangue contaminado de um chimpanzé (não de um macaco, pois sabemos que a versão do VIS, ou Vírus da Imunodeficiência Símia, não se transmite aos humanos, dando ainda mais credibilidade à investigação de Hooper que o levou até ao laboratório Stanleyville e ao campo Lindj onde os chimpanzés eram mantidos e massacrados). Mas se foi mesmo assim, porque é que não houve casos de sida antes de 1960? Certamente que as pessoas no Congo e noutros locais da África Central devem ter andado a caçar macacos e orangotangos desde há pelos menos milhares de anos. Para além disso, não é explicado como é que uma única infecção fez uma mutação para VIH-1, e que conveniente não haver uma única prova que apoie a ideia. É mais uma suposta ‘prova pelo negativo’, atrás das quais se escondem os defensores ocidentais de todos os tipos de crimes.

2. Ver The River: A Journey Back to the Source of HIV and AIDs’ por Edward Hooper.

3. Para fontes e referências sobre este assunto, aconselho este excelente vídeo, provavelmente a apresentação dos factos mais sucinta e compreensível até agora produzida.

4. Ver também ‘Um Genocídio por Vacinação?’ (áudio)

 


Texto de William Bowles publicado em Creative-I a 15 de Novembro de 2007. Tradução de Alexandre Leite.

publicado por Alexandre Leite às 19:45
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