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Nota: A lista das alianças não é exaustiva. Todos os dias são criadas novas parcerias de agrocombustíveis.
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Tabela 1: Alianças que Fomentam Agrocombustíveis de Primeira Geração |
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Quem? |
O quê? |
Quanto? |
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Petróleo, Agronegócios, Automóveis |
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BP–DuPont–British Sugar
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Etanol a partir de trigo. |
400 milhões de dólares; BP e British Sugar 45% cada uma; DuPont detém 10%; 420 milhões de litros/ano (2009) |
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BP–D1 Fuel Crops Ltd.
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1 milhão de hectares a serem plantados com jatrofa nos próximos 4 anos no sudeste asiático, América Central e do Sul e Índia |
160 milhões de dólares em 5 anos; investimento conjunto 50/50; 2 milhões de toneladas de óleo de jatrofa/ano para agrocombustível (esperado) |
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Ergon Biofuels–Bunge
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Etanol de milho usando cerca de 21 milhões de alqueires de milho/ano |
Investimento conjunto 50/50; 100 milhões de dólares em instalações para produção de etanol com capacidade para 60 milhões de galões/ano [cerca de 225,5 milhões de litros] |
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Ashland–Cargill
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O primeiro produto será o propilenoglicol a partir da glicerina, um subproduto do biodiesel |
80 a 100 milhões de dólares de investimento conjunto para produzir químicos com base biológica |
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ConocoPhillips–Tyson
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Subproduto gordura de carnes vermelhas, aves e porco para a combustível diesel para transportes |
Cerca de 100 milhões de dólares investidos pela ConocoPhillips; desconhece-se o investimento da Tyson (<100 milhões de dólares); 175 milhões de galões/ano em 2009 [cerca de 657,5 milhões de litros] |
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Syntroleum–Tyson
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Subproduto gordura de carnes vermelhas, aves e porco para os mercados de combustível diesel, para aviões e forças armadas |
Em 2008 será construída uma fábrica no valor de 150 milhões de dólares para produzir cerca de 75 milhões de galões/ano a começar em 2010 [cerca de 281,8 milhões de litros] |
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Petrobras–Itochu
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Petrobras e Itochu assinaram um memorando de entendimento em Junho de 2007, sobre a potencial produção de bioetanol, biodiesel e bioelectricidade a partir de cana-de-açúcar com o objectivo de exportar para o Japão e para mercados internacionais. |
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DaimlerChrysler–Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP)
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A parceria pretende promover o biodiesel de jatrofa plantada em Gujarat (noroeste da Índia) e desenvolver uma segunda geração de biocombustíveis usando processos de transformação de biomassa em líquidos. |
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Syngenta–Harneshwar Agro Products Power and Yeast Ltd. (Índia)
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Harneshwar construiu e opera uma fábrica de transformação de açúcar de beterraba tropical em agrocombustível. A fábrica foi especificamente desenhada para processar o açúcar de beterraba propriedade da Syngenta, que foi testado na Índia durante cinco anos. A Syngenta diz que demorou mais de uma década para desenvolver esta variedade. |
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Boeing–NASA–Tecbio
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Colaboração para produzir um combustível para a aviação, um biodiesel a partir de óleo de palma babaçu. A palma babaçu cresce no nordeste do Brasil. Estão a ser desenvolvidos dois projectos piloto para recolha e cultivo das sementes de babaçu para agrocombustível e outros produtos. |
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Grandes Petrolíferas & Grandes Cérebros: Parcerias Indústria-Universidades |
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BP–Univ. da Califórnia-Berkeley– Lawrence Berkeley National Lab–Univ. de Illinois, Urbana/Champaign
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Como primeira missão tem a promoção da indústria dos biocombustíveis; a investigação envolverá engenharia genética e biologia sintética. |
500 milhões de dólares em 10 anos (BP tem projectos distintos em Berkeley, Stanford, Princeton, Instituto Tecnológico da Califórnia e Universidade Estadual do Arizona) |
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ExxonMobil–Universidade de Stanford (EUA)
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A investigação inclui culturas geneticamente modificadas para produção de agrocombustível e E. coli modificada para aumentar a produção de biodiesel a partir dos cultivos |
A ExxonMobil irá investir 100 milhões de dólares no Projecto do Clima Global e Energia durante10 anos; A General Electric e a Toyota irão investir 50 milhões cada; A Schlumberger (uma empresa de serviços em campos petrolífero) irá investir 25 milhões de dólares. |
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Gigantes da Genética x 2 |
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Monsanto–Cargill formaram um investimento conjunto chamado Renessen
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A Renessen comercializa grãos de soja e milho geneticamente modificados (tolerantes a herbicidas) denominados Mavera para serem usados na alimentação animal e em combustível. |
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Monsanto–BASF
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Monsanto e BASF anunciaram em Março de 2007 que vão investir até 1,5 mil milhões de dólares numa colaboração dedicada a desenvolver variedades de milho, soja, algodão e canola, de alta produção e resistência, em parte para suprir a procura de culturas de agrocombustível. |
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Tabela 2: Alianças para ultrapassarem os agrocombustíveis de primeira geração |
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Quem? |
O quê? |
Quanto? |
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BP–Univ. da Califórnia-Berkeley– Lawrence Berkeley National Lab–Univ. de Illinois, Urbana/Champaign |
Como primeira missão tem a promoção da indústria dos biocombustíveis; a investigação envolverá engenharia genética e biologia sintética |
500 milhões de dólares em 10 anos (BP tem projectos distintos em Berkeley, Stanford, Princeton, Instituto Tecnológico da Califórnia e Universidade Estadual do Arizona) |
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Mascoma Corporation–Royal Nedalco
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Acordo de desenvolvimento conjunto para comercializar produção de etanol a partir de biomassa linhocelulósica. A Nedalco autorizou a Mascoma a usar a sua tecnologia de fermentação à base de levedura. As duas empresas vão colaborar em programas de investigação conjunta para produzir combustível a partir de palha e aparas de madeira |
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UOP–DARPA–Cargill–Universidade Estadual do Arizona–Sandia National Lab–Southwest Research Institute
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Colaboração para investigação e desenvolvimento de tecnologia para converter óleos vegetais e de algas em combustível para a aeronáutica militar |
A DARPA investiu 6,7 milhões de dólares |
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Univ. da Califórnia-Irvine–CODA Genomics |
Colaboração de 1,67 milhões de dólares para fomentar a produção de etanol fazendo manipulação de uma levedura para produzir enzimas que permitam a digestão de biomassa |
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Lawrence Berkeley National Laboratory–Univ. da Califórnia-Berkeley–Univ. da Califórnia-Davis–Universidade de Stanford–Sandia National Laboratory |
Instituto de Bioenergia conjunto para desenvolver tecnologia de etanol celulósico usando biotecnologia de plantas e biologia sintética |
125 milhões do Departamento de Energia dos EUA durante 5 anos |
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Chevron Corporation–Univ. da Califórnia-Davis |
Investigação e desenvolvimento de produção de combustível a partir de resíduos agrícolas e florestais, lixo urbano e cultivos energéticos |
25 milhões de dólares durante 5 anos, 2006-2011 |
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Chevron Corporation–National Renewable Energy Laboratory (NREL, Departamento de Energia dos EUA) |
Um projecto de colaboração de cinco anos para investigação sobre biocombustíveis. Cientistas da Chevron e NREL irão tentar identificar e desenvolver variedades de algas que possam ser colhidas e transformadas em combustível aeronáutico. A Chevron Technology Ventures está a financiar o projecto. |
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BP–Mendel Biotechnology |
Programa de cinco anos de investigação para desenvolver matérias-primas para a produção de agrocombustíveis celulósicos. A BP tornou-se accionista da Mendel com representação na Direcção da Mendel. |
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BP–Synthetic Genomics, Inc. |
Plano de longo prazo para investigação e desenvolvimento de sequenciação e alteração genética de microorganismos habituais nos depósitos de combustível fóssil para acelerar o processo de formação dos hidrocarburantes, criação de biocombustíveis, etc. A BP investiu em acções da Synthetic Genomics. Não foram revelados detalhes. |
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Synthetic Genomics, Inc.–Asiatic Centre for Genome Technology (ACGT)
O ACGT é uma empresa subsidiária da Asiatic Development Berhard, uma empresa que cultiva óleo de palma |
Parceria multi-anual de investigação e desenvolvimento para sequenciar a analisar o genoma do óleo de palma; O ACGT e o presidente e director executivo da sua empresa “mãe”, Tan Sri Lim Kok Thay, investiram em acções da Synthetic Genomics, como parte do acordo. Não foram revelados detalhes financeiros. |
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Agrivida–Codon Devices, Inc.
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Um acordo de desenvolvimento no qual a Codon Devices irá produzir “enzimas optimizadas” para a Agrivida incorporar em milho geneticamente modificado. O objectivo é que as enzimas degradem todas as partes da planta em pequenos açúcares que possam facilmente ser convertidos em etanol. |
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Shell–CHOREN Industries
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Parceria para transformar aparas de madeira em combustível líquido. Está programado o início de produção de uma fábrica em Freiberg, Alemanha, no final de 2007 |
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Royal Dutch Shell–Codexis
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A colaboração começou em 2006 e expandiu-se em 2007 para cinco anos de investigação para o desenvolvimento de enzimas que melhorem a conversão de matéria-prima não comestível em biocombustíveis; A Shell fez investimento em acções da Codexis e tomou assento na sua Direcção. |
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US Department of Energy Joint Genome Institute–California Institute of Technology–Verenium Corp.–the National Biodiversity Institute of Costa Rica (INBio)–IBM’s Thomas J. Watson Research Center
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Colaboração para sequenciar a analisar os genomas de micróbios do sistema digestivo de térmitas, que digerem as paredes celulares de partes da planta (madeira, por exemplo). O objectivo é identificar vias metabólicas dos micróbios e depois sintetizar as enzimas descobertas na investigação, de forma a produzir combustíveis celulósicos. |
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Novozymes A/S–China Resources Alcohol Corporation (CRAC)–SunOpta
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Acordo de três anos de desenvolvimento conjunto para produzir etanol celulósico na cidade de ZhaoDong, na China (2006). A CRAC dá as instalações; a SunOpta cede a tecnologia de conversão e a Novozymes fornece as enzimas usadas no processo de conversão. |
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Novozymes A/S–Xergi A/S
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Parceria para desenvolver microorganismos e tecnologias para recolher componentes no estrume para produzir combustível e fertilizante “optimizado” |
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Novozymes A/S–Centro de Tecnologia Canavieira (Brasil) |
Colaboração na investigação do desenvolvimento de bioetanol à base de bagaço – um produto residual da produção de açúcar de cana. A Novozymes vai contribuir com tecnologia enzimática. |
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Khosla Ventures–Gevo, Inc., LS9, Inc., Amyris Biotechnologies, KiOR (em conjunto com a holandesa BIOeCon, a iniciar-se nos agrocombustíveis), Mascoma, Verenium Corp., etc. |
A Khosla Ventures, fundada em 2004 por Vinod Khosla, um dos fundadores da Sun Microsystems, investiu “dezenas de milhões de dólares” em capital de risco em empresas privadas de combustível celulósico [39] |
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Fontes: ETC Group, sítios das empresas na internet, Biofuel Review
NOTAS:
Algumas organizações têm dito que agrocombustível é um termo mais adequado do que biocombustível para descrever combustível derivado de cultivos agrícolas industriais. Ver, por exemplo, o editorial da edição especial da revista Seedling (Julho de 2007) sobre agrocombustíveis. O ETC Group concorda. O termo biocombustível poderá ganhar relevância novamente, no futuro, se as companhias conseguirem aplicar a biologia sintética para criar novos organismos capazes de produzir combustível.
A estimativa de 15 mil milhões de dólares é de Martin Wolf, “Biofuels: a tale of special interests and subsidies,” Financial Times, 30 de Outubro de 2007.
A estimativa é de uma pesquisa de mercado conjunta da BP e da DuPont , citada no relatório da Bio-Era, Genome Synthesis and Design Futures: Implications for the U.S. Economy, Fevereiro de 2007, pág. 93.
Os relatórios estão disponíveis na internet: “Agrocombustíveis: Fazendo uma verificação com a realidade em nove áreas chave” foi preparado para o 12º encontro do Órgão Subsidiário de Aconselhamento Científico, Técnico e Tecnológico (SBSTTA) da Convenção sobre Diversidade Biológica e está disponível aqui (em inglês): http://www.econexus.info/, a edição especial da Seedling sobre agrocombustíveis está disponível aqui: http://www.grain.org/seedling/?type=68.
O termo Pico do Solo é retirado de “Peak Soil: Why cellulosic ethanol, biofuels are unsustainable and a threat to America,” de Alice Friedemann, 10 de Abril de 2007. Na internet: http://www.energybulletin.net/28610.html
Num recente artigo da Chemical and Engineering News com o ameaçador título, “A Great Time to Make Fertilizers [Uma boa altura para fazer fertilizantes]” (14 de Maio de 2007, pág. 30), William Storck relata que devido ao aumento de plantações de milho na América do Norte, para alimentar a procura de etanol de milho, as quatro maiores empresas de fertilizantes da região – Mosaic, Terra Industries, Agrium e PotashCorp – todas divulgaram vendas do primeiro trimestre (2007) significativamente superiores às do mesmo período de 2006, aumentadas desde 19% (Mosaic) até 34% (PotashCorp). A agricultura industrial e a desflorestação já contribuem substancialmente para os gases com efeito de estufa na atmosfera; ao expandirem para satisfazer o apetite pelos agrocombustíveis, as suas emissões vão aumentar, exacerbando assim o aquecimento global. De acordo com o Relatório Stern sobre a Economia das Alterações Climáticas (Reino Unido, 2006), o uso do solo (por exemplo, pela desflorestação) representa 18% de todas as emissões de carbono; a agricultura representa 14%, a mesma percentagem que os transportes. (Ver resumo [longo], pág. IV.)
Richard Doornbosch e Ronald Steenblik, Biofuels: Is the Cure Worse than the Disease? [Biocombustíveis: É a Cura Pior do que a Doença?], Mesa Redonda da OCDE sobre Desenvolvimento Sustentável, Paris, 11-12 de Setembro de 2007. Pouco tempo depois da sua divulgação, lobistas da Associação de Combustíveis Renováveis e a Associação Europeia de Combustível Bioetanol exigiram que a OCDE recusasse esse texto. Ver http://biopact.com/2007/09/euus-biofuel-organisations-urge-oecd-to.html.
Ver, por exemplo, http://www.econexus.info/biofuels.html
ONU-Energia, Sustainable Bioenergy: A Framework for Decision Makers, Maio de 2007, pág. 6.
Idem., pág. 5.
De acordo com o Relatório Stern sobre a Economia das Alterações Climáticas (Reino Unido, 2006), o uso do solo (por exemplo, pela desflorestação) representa 18% de todas as emissões de carbono; a agricultura representa 14%, a mesma percentagem que os transportes. (Ver resumo [longo], pág. IV.), disponível na internet em: http://www.hm-treasury.gov.uk/independent_reviews/stern_review_economics_climate_change/sternreview_summary.cfm.
Nota de imprensa do Departamento de Energia dos EUA, “Strong Growth in World Energy Demand is Projected Through 2030,” 20 de Junho de 2006, na internet: http://www.eia.doe.gov/neic/press/press271.html. Ver Figura 2.
DOE, International Energy Outlook 2007, Figura 8, disponível na internet: http://www.eia.doe.gov/oiaf/ieo/index.html.
Os dados sobre o mercado global são de Clean Edge, “Clean Energy Trends 2007,” 6 de Março de 2007, na internet: http://www.cleanedge.com/charts-2007CETrends.php
Uma transcrição do discurso de George W. Bush está disponível aqui: http://www.whitehouse.gov/news/releases/2007/01/20070123-2.html.
Como dito em “Green Dreams,” National Geographic, de Joel K. Bourne Jr., Outubro de 2007, pág. 53.
New Energy Finance, Cleaning Up 2007: Growth in VC/PE Investment in Clean Energy Technologies, Companies & Projects, 23 de Agosto de 2007, pág. 11 do resumo, disponível na internet em: www.newenergyfinance.com.
Anon., “SunOpta, Novozymes and China Resources Alcohol to Develop Cellulosic Ethanol in China,” 25 de Junho de 2006, disponível na internet em: http://www.greencarcongress.com/2006/06/sunopta_novozym.html.
Ver nota de imprensa da Arborgen, http://www.arborgen.com/cms/upload/EucaGen%20Release.FINAL.7.3.07.pdf.
Ver nota de imprensa da: http://www.arborgen.com/media_release_082307.pdf.
Idem.
O produto da Genencor chama-se Accellerase 1000. Ver aqui: http://www.genencor.com/cms/connect/genencor/products_and_services/agri_processing/renewable_fuels/new_products_ethanol/cellulosic_ethanol_en.htm.
Ver nota de imprensa da Novozymes, 13 de Setembro de 2007: http://www.novozymes.com/en/MainStructure/Press+Room/PressRelease/2007/2nd+generation+biofuel.htm.
Relatório da Bio-Era, Genome Synthesis and Design Futures: Implications for the U.S. Economy, Fevereiro de 2007, pág. 85.
Ver a nota de imprensa da Amyris Biotechnologies, http://www.amyrisbiotech.com/news_091907.html.
Para mais informações sobre a Amyris e o projecto da artemisina sintética, ver Extreme Genetic Engineering: An Introduction to Synthetic Biology, ETC Group, Janeiro de 2007, págs. 52-55.
Jason Pontin, “First, Cure Malaria. Next, Global Warming,” New York Times, 3 de Junho de 2007.
Ver o sítio da Solazyme, http://www.solazyme.com/partnering.shtml.
Ver o sítio da Khosla Ventures, http:// www.khoslaventures.com Clicar em “renewable portfolio” para ver uma apresentação das empresas.
Ver nota de imprensa da Synthetic Genomics, http://www.syntheticgenomics.com/press/2007-06-13.htm.
Sobre o uso de biologia sintética para criar microorganismos capazes de produzir combustível ver, News Release, “Patenting Pandora’s Bug: Goodbye, Dolly...Hello, Synthia! J. Craig Venter Institute Seeks Monopoly Patents on the World's First-Ever Human-Made Life Form,” ETC Group, 7 de Junho de 2007, e historial anexo. Na internet: http://www.etcgroup.org/en/materials/publications.html?pub_id=631.
Ver http://research.microsoft.com/ur/us/fundingopps/RFPs/eScience_RFP_2006.aspx.
David Vise e Mark Malseed, The Google Story, New York: Delta Trade Paperbacks, Setembro 2006, pág. 285.
Entrevista de Peter Aldhous a J. Craig Venter, New Scientist, Issue #2626, 20 de Outubro de 2007, págs. 56-57.
Ver News Release, “Patenting Pandora’s Bug: Goodbye, Dolly...Hello, Synthia! J. Craig Venter Institute Seeks Monopoly Patents on the World's First-Ever Human-Made Life Form,” ETC Group, 7 de Junho de 2007, e historial anexo. Na internet: http://www.etcgroup.org/en/materials/publications.html?pub_id=631. Ver também, ETC Group News Release, “Extreme Monopoly: Venter’s Team Makes Vast Patent Grab on Synthetic Genomics,” 8 de Dezembro de 2007, disponível na internet: http://www.etcgroup.org/en/materials/publications.html?pub_id=665.
A carta aberta, datada de 19 de Maio de 2006, está disponível aqui: http://www.etcgroup.org/en/materials/publications.html?pub_id=8.
Helena Paul e Almuth Ernsting, “Second Generation Biofuels: An Unproven Future Technology with Unknown Risks,” disponível na internet: http://www.biofuelwatch.org.uk/inf_paper_2g-bfs.pdf. Ver também: “Agrofuels: Towards a reality check in nine key areas,” Junho de 2007, págs. 13-16, disponível na internet: http://www.econexus.info/. Ver “Peak Soil: Why cellulosic ethanol, biofuels are unsustainable and a threat to America,” de Alice Friedemann, 10 de Abril de 2007. Na internet: http://www.energybulletin.net/28610.html.
O Serviço de Investigação Agrícola do Departamento de Agricultura dos EUA está a conduzir um projecto de cinco anos para estudar o impacto da remoção de resíduos no solo para produção de biocombustível. Ver: http://www.ars.usda.gov/research/projects/projects.htm?accn_no=410653.
Norm Alster, “On the Ethanol Bandwagon, Big Names and Big Risks,” New York Times, 26 de Março de 2006.
Texto da autoria do ETC Group publicado em Dezembro de 2007. Tradução de Alexandre Leite para a Tlaxcala.
O que se denominou por Convergência Europeia do Ensino Superior, tem vindo a ser vendido como uma radical revolução educativa para colocar a Universidade ao serviço das novas exigências sociais. Na verdade, trata-se do equivalente a uma reconversão industrial no mundo académico. O seu objectivo é pôr a Universidade pública ao serviço das empresas. A receita é extremamente simples: o financiamento público será subordinado à prévia obtenção de “fontes de financiamento externas”, isto é, privadas. Na prática, isso significa que, de futuro, toda a geografia do mundo académico (disciplinas, cátedras, departamentos, faculdades, planos de estudos, projectos de investigação, etc.) se vê forçada a moldar-se aos interesses profissionais e às prioridades de investigação empresarial. Abre-se assim um abismo entre o edifício que se levantou sobre si mesmo com a lentidão própria da História da Ciência (26 séculos de diálogos, polémicas e esforços incansáveis de milhões de investigadores) e o imprevisível mundo das exigências empresariais, cada vez mais anárquicas e cada vez mais dependentes de capitais que se movem na Bolsa à velocidade da luz.
Ilustração: Enric Jardi
As universidades públicas teriam de poder ser financiadas com critérios académicos autónomos, que se conformem aos interesses da razão e não aos do mercado. Em muitas ocasiões há que garantir o financiamento público, precisamente porque não existe financiamento privado. Mas há já algum tempo (Bolonha 1999, Lisboa 2000, AGCS, Doha 2001, OMC 2005, etc.) que as autoridades europeias decidiram saltar para o outro lado do abismo. Não é que pretendam privatizar a Universidade; é muito mais rentável colocá-la ao serviço dos interesses privados. Ao verter financiamento público em projectos académicos que já gozam de “fontes externas” de financiamento, o que se faz clara e lentamente é subvencionar, com dinheiro público, actividades empresariais privadas (na mesma altura em que decai o financiamento público de actividades de interesse do cidadão que não sejam rentáveis). Ao mesmo tempo, as empresas apropriam-se de um exército de bolseiros pagos com os nossos impostos e que trabalham para elas e para os seus interesses mercantis próprios.
É mais um passo naquilo a que Galbraith chamou “a revolução dos ricos contra os pobres”, as empresas não se conformam em pagar cada vez menos impostos: agora querem também o dinheiro dos contribuintes. E a isto chamou-se “pôr a Universidade ao serviço da sociedade”.
Para a apresentação à sociedade desta nua e crua reconversão mercantil da Universidade, contou-se com a ajuda dos pedagogos. Eles eram imprescindíveis para disfarçar a mercantilização com roupagens de uma revolução educativa progressista e liberal, contra a suposta rigidez das estruturas académicas. O que as empresas necessitavam, como sempre, era de “flexibilidade”, e a gíria dos pedagogos era a única que podia ter esta temível palavra com tons progressistas e inclusive esquerdistas e anti-autoritários. Havia que perder o respeito às rigorosas distinções do edifício científico e advogar a “formação contínua”, “flexível”, “transversal”, e “psicoafectiva” de um profissional todo-o-terreno, capaz de estar em todo o momento à altura e à medida das necessidades ingovernáveis de um mercado laboral cada vez mais imprevisível e demente. Para formar este tipo de profissional não são precisos cientistas, mas sim treinadores: pedagogos e psicopedagogos capazes de adestrar pessoal para a Olimpíada de um mercado laboral vertiginoso.
O resultado foi uma suicida animosidade em relação aos conteúdos académicos e científicos, que se soma a uma brutal mutilação de conteúdos específicos e que já era exigida pela mercantilização. A redução da duração e profundidade científica de muitas Licenciaturas substanciou um verdadeiro naufrágio académico. Para suprir o défice de especialização, o aluno deve pagar – se o seu bolso permitir – um curso de formação avançada.
Ora bem, é neste ponto em que a manobra dos pedagogos supõe um verdadeiro golpe de Estado nas relações Academia-Profissão que afecta todas as carreiras de cariz teórico (Física, Matemáticas, Filosofia, História, etc.) que têm como saída profissional maioritário o ensino médio. Um Anexo à Lei ECI/3858/2007 (27/12/2007) [em Espanha] institui como requisito para concorrer ao lugar de professor de secundária, ter cursado um Master de Formação de Professores (MFP) destinado a formar competências de psicologia, pedagogia, psicopedagogia e didáctica aplicada. Trata-se, obviamente, de ampliar um ano (e a preço de master) o actual “Certificado de Aptidão Pedagógica” (CAP). Este curso pedagógico nunca foi avaliado objectivamente, dado que não há ninguém com um mínimo de vergonha que se atreva a duvidar dos seus nefastos resultados.
As consequências são muito graves para a Universidade e também para o Ensino Secundário e para o Bacharelato. A maior parte dos alunos universitários que pensem na sua profissão, optará por cursar o MFP e não um dos estudos avançados em filosofia, linguística, física ou biologia. A médio prazo, isso sentencia de morte os mestrados de quase todas as faculdades teóricas e clássicas. Mas o pior é o perfil do professor de secundária a que se aspira. Já não um professor que saiba filosofia, física ou gramática, mas um assessor psicopedagógico de um material humano o qual, na realidade, já se deu por perdido: os alunos em geral de todo o ensino público. Mas isto não é uma solução mas sim um agravamento de um problema cujas raízes são de carácter social, económico e político, não académicas.
Em resposta ao MFP, algumas Direcções de Faculdade começaram a assinar um manifesto acordado na Faculdade de Filosofia da UCM [Universidade Complutense de Madrid] (A Profissão de Professor, http://fs-morente.filos.ucm.es/). Os seus argumentos são muito moderados, mas merecem ser escutados.Todos os textos aqui publicados são traduções para português de originais noutras línguas. Deve ser consultado o texto original para confirmar a correcta tradução. Todos os artigos incluem a indicação da localização do texto original.
