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O povo caucano protestou contra a privatização dos serviços públicos e contra o monopólio leiteiro
Localização do Distrito de Cauca, na Colômbia
A massiva jornada de protesto popular avançada, impulsionada e desenvolvida pelos utentes da electricidade nos municípios de Popayán, Piendamó e Caloto, e que contou com uma ampla participação de operários, estudantes, inquilinos e camponeses, foi uma contundente manifestação de rejeição popular às políticas de privatização dos serviços públicos. O inconformismo manifesto por parte da população caucana deve-se aos atropelos cometidos pela empresa responsável pelo fornecimento de energia contra os utentes e os aumentos impiedosos das tarifas que hoje deixam um sem número de cidadãos sem comer para pagar as facturas da energia.
Na cidade de Popayán, a manifestação percorreu as principais ruas para terminar em frente ao edifício administrativo de Cedelca, num acto político prático de mobilização popular.
Igualmente, a jornada de mobilização contou com uma ampla expressão de inconformidade a cargo dos vendedores de leite cru, que também são vítimas da arremetida governamental, que aniquila a economia popular, ao mesmo tempo que legisla a favor das multinacionais.
Manifestação em Popayán.
Imagem retirada de http://www.popayanaldia.com/
No município de Caloto, os utentes dos serviços públicos e camponeses vieram para a estrada que faz a ligação a Palo e bloquearam-na durante várias horas. Da mesma forma, no município de Piendamó, a comunidade foi para a via Panamericana e, durante uma hora ou mais, impediu o trânsito protestando contra os maus tratos que têm vindo a receber por parte desta empresa de energia.
A jornada de protesto, repúdio e rejeição dos abusos e atropelos do actual operador privado de Cedelca, a ETA-Servicios, assim como a rejeição das altas tarifas da energia, foi enérgica; contundente e massiva. A participação massiva da população que com cartazes, faixas e com textos alusivos à problemática, deixaram em evidência o grau de organização e a força do movimento de utentes dos serviços públicos, que seguramente permitirá enfrentar o concessionário, que daqui a 50 dias tomará o controlo de Cedelca, por um período de 20 anos, prorrogáveis como todas as concessões da Lei 143 de 1994 a 50 anos.
Manifestação em Popoyán.
Imagem retirada de http://www.popayanaldia.com/
A mesma política pública que está a privatizar a saúde, a educação, a universidade pública, as pensões; que ameaça privatizar a água e a natureza, é hoje aplicada pelo governo através das empresas de serviços públicos, numa continuação da sua estratégia de servilismo e submissão perante os poderosos e o grande capital, enquanto atropela e abusa do povo, empobrecendo-o cada vez mais, levando-o ao limite da miséria, aprofundando a pobreza na nossa região e obviamente na Colômbia.
Texto da autoria do Processo de Unidade Popular do Sudoeste Colombiano publicado na Prensa Rural a 9 de Julho de 2008. Tradução de Alexandre Leite para a Prensa Rural.
Hoje é o terceiro dia de recolher obrigatório em Ni'lin, a oeste de Ramallah. Todas as estradas de acesso estão fechadas. Por volta das 11 da manhã de hoje, os habitantes quebraram o recolher obrigatório imposto pelas forças de ocupação. Encetaram confrontos e eles têm continuado até à noite.
17 ficaram feridos, 5 deles estão no hospital, e algumas dezenas estão com problemas respiratórios devido ao gás lacrimogéneo.
As forças de ocupação estão a atirar gás lacrimogéneo e granadas de alarme contra as casas. 5 casas foram atacadas e foi destruída mobília e material electrónico. 5 pessoas foram presas, outros espancados e detidos durante horas.
Foram usadas escavadoras para criar montes de terra para bloquear o acesso a Ni'lin.
As pessoas de Ni'lin prevêem que o recolher obrigatório esteja para durar. As necessidades básicas da aldeia não podem ser mantidas durante mais do que três dias.
O povo organizou manifestações durante 50 dias, quase diariamente. Centenas de residentes impediram repetidamente a destruição dos seus campos para a construção do Muro do Apartheid, atacando a zona em construção e danificando equipamento. Só nos últimos 10 dias, 6 escavadoras, 2 veículos todo-o-terreno e uma carrinha foram danificados para que não pudessem continuar os trabalhos. As forças de ocupação estão determinadas em impedir que o modelo de luta popular de Ni'lin se espalhe pela Cisjordânia e a afogue em violência. Mesmo assim, a 9 de Julho, em 15 diferentes aldeias, as pessoas vão vir para as ruas e campos em protestos populares, exactamente como está a fazer Ni'lin.
Este ataque contra uma aldeia inteira mesmo antes de 9 de Julho, o quarto aniversário da decisão do Tribunal Internacional de Justiça de que o Muro tem de ser desmantelado, é emblemático. A inacção da comunidade internacional permite que a Ocupação continue os seus crimes.
Texto da Campanha Popular Palestiniana Contra o Muro do Apartheid, publicado a 6 de Julho de 2008. Tradução de Alexandre Leite.
Todos os textos aqui publicados são traduções para português de originais noutras línguas. Deve ser consultado o texto original para confirmar a correcta tradução. Todos os artigos incluem a indicação da localização do texto original.
