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As boas receitas não se mudam. Assim que os Estados Unidos lançaram a sua campanha de intoxicação a propósito do alegado programa nuclear militar iraniano, eles fabricaram falsas confirmações oficiais iranianas do seu engodo. Assim sendo, a 14 de Janeiro de 2006, a CNN inventa uma declaração do presidente Ahmadinejad, que circulou pelo planeta, antes de ser discretamente desmentida; a cadeia televisiva de Atlanta reconhece que se tratou de um “erro” de tradução [1].
Imagem retirada de cnn.com
Desta vez, tratam de atribuir à Síria um programa nuclear militar. A falsa declaração foi atribuída a um diplomata sírio na ONU. Depois de uma reunião da Comissão de desarmamento da Assembleia Geral, terça-feira 9 de Outubro de 2007 em Nova Iorque, segundo a qual teria sido reconhecido que a acção empreendida no seu país pela força aérea israelita em Setembro tinha como objectivo o bombardeamento de um reactor nuclear. Mais uma vez, descobre-se um “erro”. A administração da ONU, que se gaba de ter o melhor serviço de tradução do mundo, apresentou as suas desculpas a Damasco na quarta-feira 17 de Outubro e o tradutor faltoso recebeu uma advertência. Foram precisos 8 dias para verificar os registos e restabelecer a verdade. Durante esse tempo, a intoxicação foi difundida pelo Jerusalem Post e pelo New York Times, e depois repetida no mundo inteiro, e muito poucas pessoas terão conhecimento do desmentido.
Que seja julgado o “erro”! O diplomata tinha declarado: “Israel é o quarto exportador de armas no mundo (…) e viola o espaço aéreo de estados soberanos e faz agressões militares contra eles, como aconteceu no dia 6 de Setembro contra o nosso país.”. Esta frase foi traduzida “inadvertidamente” assim: “No passado dia 6 de Setembro, Israel violou o espaço aéreo do meu país e bombardeou um dos nossos reactores nucleares.”.
Recordemos que a Síria, um pequeno país pobre (com um PIB de 50 milhões de euros), não tem os meios para financiar um programa nuclear militar. Recordemos igualmente que o ataque aéreo de 6 de Setembro teve por objectivo testar as novas defesas anti-aéreas do país e que o regresso precipitado dos aviões israelitas mostrou o final do domínio do estado hebreu nessa matéria.
[1] « Propaganda : « CNN », apanhada em falta, pede desculpas ao Irão », Réseau Voltaire, 17 de Janeiro de 2006.
Texto publicado em VoltaireNet.org a 20 de Outubro de 2007. Tradução de Alexandre Leite para a Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade linguística.
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