
. Tiananmen e Chernobil, do...
. A imprensa esconde o pape...
. Libertado um “pigmeu” bat...
. Paraíso
. Le Pen, Macron e o Fascis...
. A rapina de Timor-Leste: ...
. Empresa de limpeza em Tel...
. Bem-vindos ao apartheid d...
. Adolescente americana ame...
. Perante o caos, o saque e...
. A canalhice final contra ...
Hoje é o terceiro dia de recolher obrigatório em Ni'lin, a oeste de Ramallah. Todas as estradas de acesso estão fechadas. Por volta das 11 da manhã de hoje, os habitantes quebraram o recolher obrigatório imposto pelas forças de ocupação. Encetaram confrontos e eles têm continuado até à noite.
17 ficaram feridos, 5 deles estão no hospital, e algumas dezenas estão com problemas respiratórios devido ao gás lacrimogéneo.
As forças de ocupação estão a atirar gás lacrimogéneo e granadas de alarme contra as casas. 5 casas foram atacadas e foi destruída mobília e material electrónico. 5 pessoas foram presas, outros espancados e detidos durante horas.
Foram usadas escavadoras para criar montes de terra para bloquear o acesso a Ni'lin.
As pessoas de Ni'lin prevêem que o recolher obrigatório esteja para durar. As necessidades básicas da aldeia não podem ser mantidas durante mais do que três dias.
O povo organizou manifestações durante 50 dias, quase diariamente. Centenas de residentes impediram repetidamente a destruição dos seus campos para a construção do Muro do Apartheid, atacando a zona em construção e danificando equipamento. Só nos últimos 10 dias, 6 escavadoras, 2 veículos todo-o-terreno e uma carrinha foram danificados para que não pudessem continuar os trabalhos. As forças de ocupação estão determinadas em impedir que o modelo de luta popular de Ni'lin se espalhe pela Cisjordânia e a afogue em violência. Mesmo assim, a 9 de Julho, em 15 diferentes aldeias, as pessoas vão vir para as ruas e campos em protestos populares, exactamente como está a fazer Ni'lin.
Este ataque contra uma aldeia inteira mesmo antes de 9 de Julho, o quarto aniversário da decisão do Tribunal Internacional de Justiça de que o Muro tem de ser desmantelado, é emblemático. A inacção da comunidade internacional permite que a Ocupação continue os seus crimes.
Texto da Campanha Popular Palestiniana Contra o Muro do Apartheid, publicado a 6 de Julho de 2008. Tradução de Alexandre Leite.
Todos os textos aqui publicados são traduções para português de originais noutras línguas. Deve ser consultado o texto original para confirmar a correcta tradução. Todos os artigos incluem a indicação da localização do texto original.
