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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Base militar dos EUA no centro do golpe de estado nas Honduras

Base militar dos EUA no centro do golpe: Intenção de expulsar a presença militar estado-unidense pode ter sido a causa do golpe militar nas Honduras

 

O Presidente Manuel Zelaya foi sequestrado e levado à força por militares encapuzados da residência presidencial em Tegucigalpa durante a madrugada de domingo, 28 de Junho. Foi levado para a base militar de Hernán Acosta Mejía nos arredores de Tegucigalpa. Depois de permanecer durante algum tempo na base militar, o Presidente Zelaya foi enviado para a Costa Rica no avião presidencial, país que o recebeu após o brutal golpe militar que ainda estava em pleno desenvolvimento nas Honduras. Enquanto ocorria o golpe de estado, os militares estado-unidenses e os representantes de Washington em Tegucigalpa tinham pleno conhecimento do que se passava.

Os Estados Unidos mantêm uma base militar em Soto Cano, situada a 97 quilómetros da capital, em operação desde 1981, quando foi activada pelo governo dos Estados Unidos durante a administração de Ronald Reagan. Nos anos oitenta, Soto Cano foi utilizado pelo Coronel estado-unidense Oliver North, como uma base de operações para os ''Contra'', as forças paramilitares treinadas e financiadas pela Agência Central de Inteligência (CIA), encarregadas de executar a guerra contra os movimentos esquerdistas na América Central, e particularmente contra o governo sandinista da Nicarágua. A partir de Soto Cano, os ''Contra'' lançavam os seus ataques terroristas, esquadrões da morte e missões especiais que tiveram como resultado milhares de assassinatos, desaparecidos, torturados, desfigurados e aterrorizados na América Central.

A base de Soto Cano é a sede da Força de Tarefa Conjunta ''Bravo'' (JTF-B) dos Estados Unidos, composta por efectivos do exército, das forças aéreas, forças de segurança conjuntas e pelo Primeiro Batalhão-Regimento No. 228 da Aviação estado-unidense.  São aproximadamente 600 tropas no total e 18 aviões de combate, incluindo helicópteros UH-60 Black Hawk e CH-47 Chinook. Soto Cano também é a sede da Academia de Aviação das Honduras. Mais de 650 cidadãos hondurenhos e estado-unidenses vivem dentro das guarnições da base. Em 2005, começaram a construir vivendas dentro da base, incluindo 44 edifícios de apartamentos e várias residências para as tropas.

A Constituição das Honduras não permite legalmente a presença militar estrangeira no país. Um acordo de ''aperto de mão'' ("handshake agreement")  entre Washington e Honduras autoriza a importante e estratégica presença das centenas de militares estado-unidenses na base, num acordo ''semi-permanente''. O acordo foi realizado em 1954 como parte da ajuda militar que os Estados Unidos ofereciam às Honduras. Todos os anos, Washington autoriza centenas de milhões de dólares de ajuda militar e económica às Honduras, que é o terceiro país mais pobre do hemisfério. Este acordo que permite a presença militar dos Estados Unidos no país centro-americano pode ser retirado sem aviso por parte das Honduras.


Foto:  Tech. Sgt. Sonny Cohrs (www.army.mil)

A 31 de Maio de 2008, o Presidente Manuel Zelaya anunciou que Soto Cano (Palmerola) será utilizado para voos comerciais internacionais. A construção do terminal civil foi financiada por um fundo da ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas).

O Comandante da Aviação das Honduras, General Luis Javier Prince Suazo, estudou na famosa Escola das Américas nos Estados Unidos em 1996. O chefe de estado maior conjunto, o General Romeo Vásquez, destituído pelo Presidente Zelaya a 24 de Junho por desobedecer às suas ordens, e apenas alguns dias depois actor principal no golpe militar, também é graduado da Escola das Américas. Os dois altos oficiais hondurenhos mantêm relações muito estreitas com o Pentágono e com as forças militares estado-unidenses em Soto Cano.

Ainda que as Honduras dependam economicamente dos Estados Unidos, durante os últimos meses, a relação diplomática entre os dois países começou a deteriorar-se. Em Novembro de 2008, o Presidente Zelaya felicitou o Presidente Obama pela sua vitória eleitoral, classificando-a como ''una esperança para o mundo''. Mas dois meses depois, Zelaya enviou uma carta pessoal a Obama, acusando os Estados Unidos de ''intervencionismo'' e apelando a que o novo governo ''respeitasse os princípios da não ingerência nos assuntos políticos de outras nações.'' Zelaya também solicitou ao Presidente Obama que ''revisse os procedimentos de imigração e a cedências de vistos como um mecanismo de pressão contra aquelas pessoas que tenham crenças distintas e ideologias que não representam nenhuma ameaça para os Estados Unidos''. Adicionalmente, o presidente hondurenho comentou que ''a luta legítima contra o narcotráfico…não deve ser utilizada como uma desculpa para impor políticas intervencionistas noutros países.'' Pouco depois, o Presidente Zelaya, em conjunto com o Presidente Daniel Ortega da Nicarágua, boicotou uma reunião do Sistema de Integração da América Central (SICA), onde ia estar presente o vice-presidente estado-unidense Joe Biden.

Washington admitiu que tinha conhecimento prévio do golpe de estado nas Honduras desde antes da semana passada. Em declarações à imprensa nesta segunda-feira, dois porta-vozes do Departamento de Estado comentaram que o seu embaixador e uma equipa da diplomacia estado-unidense ''estavam em conversações'' com os actores principais do golpe desde há um mês. Essas ''conversações'' intensificaram-se durante a semana passada, quando o embaixador estado-unidense em Tegucigalpa, Hugo Llorens, se reuniu três vezes com os militares golpistas e os grupos cívicos para tratar de procurar outra saída.

A administração de Obama condenou o golpe nas Honduras, mas de forma muito comedida, classificando-o como uma acção que está ''a evoluir para um golpe'', mas confirmando que legalmente não o consideram como um golpe de estado. Esta ambiguidade permite aos Estados Unidos manter a relação diplomática com as Honduras e o governo de facto, reconhecer o governo golpista, e manter a ajuda militar e económica ao país. Caso classificasse os acontecimentos como um golpe de estado, pela lei, os Estados Unidos seriam obrigados a romper relações diplomáticas e a suspender a maioria do apoio económico e militar ao país.

Obviamente, Washington não quer arriscar o encerramento da sua base militar em Soto Cano e a expulsão dos seus 600 efectivos militares. Para além disso, a maioria das forças armadas hondurenhas e os altos oficiais que participaram no golpe são aliados e sócios importantes do Pentágono. As acções do Presidente Zelaya de construir um terminal civil em Soto Cano e autorizar voos internacionais comerciais, realizadas com os fundos da ALBA, facilmente se poderiam entender como uma ameaça à futura presença militar estado-unidense nas Honduras. Para além de outras razões, esta poderia explicar a ambiguidade pública de Obama frente ao golpe nas Honduras.

 

Texto de Eva Golinger publicado na Telesur a 30 de Junho de 2009 e traduzido por Alexandre Leite para a Tlaxcala.

 

publicado por Alexandre Leite às 19:00
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Governos de esquerda declaram o fim do capitalismo e propõem novo modelo

Os governos de tendência esquerdista da América Latina, entre eles Equador, Nicarágua, Bolívia, aos que se juntaram outros, declararam o fim do capitalismo e reclamaram um modelo económico alternativo, em contraste com a postura de outros países de pendor relativamente moderado, na XVIII Cimeira Ibero-Americana.

As posturas dos governos como México, Brasil e Espanha contrastaram com as posições contrárias ao neoliberalismo, como a dos presidentes do Equador, Rafael Correa; da Bolívia, Evo Morales; da Nicarágua, Daniel Ortega e da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que propuseram um novo modelo solidário de integração.

Correa pediu para "deitarem ao lixo" as instituições financeiras actuais.

O Mandatário da Bolívia afirmou que seria um equívoco salvar o capitalismo que provocou uma crise mundial financeira, alimentar, energética e inclusive alterações climáticas.


Correa, Arias, Morales

Da esquerda para a direita: Rafael Correa, Presidente do Equador, Oscar Arias, Presidente da Costa Rica e Evo Morales, Presidente da Bolívia.

Foto de http://www.iberoelsalvador.org.sv

O presidente do Equador rejeitou a visão de "remendar o sistema vigente" e reformar as instituições de Bretton Woods e assinalou que se devem deixar para trás "quanto antes" organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) "que não serviram para nada", publicou o jornal ABC de Espanha.

Assinalou que há que substituí-las por um novo sistema regional e propôs um fundo de reservas comum que sirva de "preâmbulo de um banco central regional" independente dos países desenvolvidos, e um sistema monetário comum, diferente do dólar, para intercâmbios regionais.

Por seu lado Evo Morales também afirmou que pensar em salvar o capitalismo seria um equívoco.

"Eu sinto que o capitalismo não é nenhuma solução. Não se trata de salvar o capitalismo. O que é que nos diz o capitalismo? Quando ganham, deixem-nos ganhar, quando perdem, salvem-nos, mas salvam-nos à custa dos pobres", afirmou.

Por seu lado, Ortega afirmou que o modelo de desenvolvimento do capitalismo "fracassou" pelo que propôs fortalecer a unidade e integração regional.

"O capitalismo converteu-se no maior inimigo do capitalismo", disse.

A presidente da Argentina assinalou que se devem discutir "novos paradigmas" e fazer uma reformulação de acordos "que tiveram lugar num mundo que já não existe".

Contraste

Antes disso as maiores economias da região tinham exigido reformas ao actual sistema financeiro com maiores regulações e supervisão e uma participação mais activa das economias emergentes nas decisões financeiras mundiais.

Entre os defensores desta postura estiveram a presidente do Chile, Michelle Bachelet, o presidente do México, Felipe Calderón, o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e o presidente da Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que falaram de impulsionar o comércio regional e os investimentos, entre as acções para sair da crise.

Rodríguez Zapatero disse que "é necessário refundar os mecanismos de governação global com maior participação dos países em desenvolvimento".

Enquanto que Calderón pediu uma nova ordem económica internacional com um desenho equilibrado entre o mercado e o Estado.

 

 

Texto publicado na Agência Boliviana de Informação a 31/10/2008. Tradução de Alexandre Leite para a Tlaxcala.

publicado por Alexandre Leite às 12:00
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