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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

Madeira sim, Palestina não

Na última partida do Real Madrid disputada com o Villareal, que se saldou com um goleada de 6-2 a favor dos merengues, um dos jogadores mais caro da época, Cristiano Ronaldo, ao marcar, brindou-nos com uma camisola na qual se podia ler "MADEIRA". Trata-se de um acto de solidariedade com o povo deste arquipélago por causa das consequências que está a sofrer, fruto das intensas chuvas.

ronaldo madeira 

Ronaldo

 

Se fizermos um pouco de esforço de memória, recordaremos que na ida aos oitavos de final da Taça do Rei, do ano passado, 2009, no qual se enfrentavam a equipa sevilhana, o Sevilla F.C., e o Deportivo de A Coruña, quando Kanouté marcou o segundo golo da equipa sevilhana, este mostrou uma camisola negra com letras brancas na qual se podia ler "PALESTINA", em castelhano e em outros idiomas. Com este gesto, Kanouté, jogador avançado do Sevilla F. C, natural do Mali, queria mostrar a sua solidariedade para com o povo palestiniano perante as atrocidades de Israel.

 

A acção de Kanouté em campo foi catalogada de ‘publicista’ com matizes religiosas e políticas, custando-lhe um cartão amarelo.

 

Kanouté

 

Para além do cartão amarelo, Kanouté teve de pagar 3000 euros de multa pela mostra de solidariedade para com o povo palestiniano.

 

As sanções impostas a Kanouté enquadram-se nas Regulamentações da FIFA, norma de âmbito geral transcrita posteriormente para a normativa futebolística espanhola – mais concretamente na Regra 4 Relativa ao Equipamento dos Jogadores. Nela se estabelece no 1º parágrafo o seguinte:

 

Os jogadores não deverão mostrar camisolas interiores com lemas ou publicidades. O equipamento básico obrigatório não deverá ter mensagens políticas, religiosas ou pessoais.”

 

Sem ser especialista na matéria, vemos que se sancionou formalmente o avançado sevilhano com base em mensagens de índole religiosa. Mas se repararmos, alega-se igualmente a proibição de mensagens de índole pessoal. Será a actuação do extremo da equipa merengue de índole pessoal, sobretudo sabendo-se que ele nasceu na Madeira? Por que razão não recebeu sanções pela sua mostra de solidariedade?

 

Esconde-se por trás da sanção imposta a Kanouté algum empenho em calar vozes contrárias à posição do governo espanhol relativamente ao conflito israelo-palestiniano?


Texto de Edileny Tomé da Mata publciado em Rebelion.Org a 24 de Fevererio de 2010. Tradução de Alexandre Leite.

publicado por Alexandre Leite às 18:00
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Sábado, 24 de Março de 2007

Abatem as últimas árvores do “Chaco” paraguaio

Depois de um grande negócio com as árvores tropicais, cada vez mais comunidades indígenas são exploradas irracionalmente e ilegalmente. No fim-de-semana, a fiscalização apreendeu um camião de três eixos, com 350 troncos de “quebracho” vermelho, extraídos do Campo Loa, destinados a exportação para o Uruguai.

 

As autoridades paraguaias confiscaram um camião na zona de cruzamento de Toledo, no km 480 da rota Transchaco, carregado de troncos de “quebracho” vermelho. A autorização para a deslocação da madeira estava vencida e os dados não coincidiam com a carga. O condutor do camião admitiu que os troncos foram extraídos da comunidade Campo Loa para a sua deslocação à capital para exportar para o Uruguai.

 

“Fazem uma exportação legal para o Uruguai, mas aqui compram a matéria-prima de forma irregular aos indígenas”, disse o fiscal José Luis Brusquetti.

 

Segundo Brusquetti, a autorização da deslocação é emitida e renovada de forma irregular no Serviço Florestal Nacional, e como não existe nenhum controlo, com uma autorização para mil troncos pode-se deslocar qualquer quantidade de madeira. “É toda uma rede que se dedica ao tráfico de madeira “chaquenha”, e o Ministério do Ambiente deve intervir”, advertiu Brusquetti.

 

A extracção de “quebracho” vermelho das comunidades indígenas é uma nova forma de desflorestação, que funciona graças à cumplicidade dos próprios indígenas. Cobram apenas 35000 guaranies [perto de 7 euros] por dia, para cortar e carregar a valiosa madeira das suas propriedades a comerciantes sem escrúpulos. Por lei, nenhuma comunidade indígena pode comercializar produtos florestais, disse o representante do Ministério Publico.

 

A desflorestação da selva paraguaia acentuou-se notavelmente a partir do golpe de estado. Por estes dias existe um vazio legal em matéria de protecção florestal que contribui para a eliminação dos bosques.

 

A expropriação foi facilitada ao se considerar o território “inculto” e “inexplorado” pelos proprietários. Os latifundiários iniciaram a partir de 1989 a desflorestação maciça e delimitação de todos os latifúndios considerados improdutivos, para que pudessem ser catalogados como “explorados racionalmente” e por outro lado não factíveis de expropriação.

 

Esta situação duplicou, em menos de um ano, a desflorestação média anual, contabilizando-se hoje em dia um recorde no qual menos de 10 por cento da terra total do país ainda mantém uma cobertura florestal e estimando-se que o último resto de bosque subtropical estaria a desaparecer no ano 2010.

 

 

 

Notícia publicada pela 'Agencia Periodística del Mercosur' a 4 de Março de 2007. Traduzido por Márcio Leite.

publicado por Alexandre Leite às 21:17
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